Goiânia, 07 de novembro de 2005.

MEU PRIMEIRO CONTATO COM O COTIDIANDO DE UMA UNIDADE OBSTÉTRICA

Mariana Oliveira Vaucher

Francisca Dias de Oliveira de Almeida

Maria Beatriz Oliveira Dias

Queli Lisiane Castro Pereira

Fernanda Braga Hernandes

Como estudante do II semestre do curso de Enfermagem e Obstetrícia da UFPEL participando apenas de disciplinas básicas, algumas delas não correspondendo à realidade do profissional enfermeiro, logo percebi que necessitava saber se esta seria minha vocação. Então tive a oportunidade de acompanhar, durante o I semestre, das 7:00 às 12:00h, os acadêmicos do V semestre da disciplina Enfermagem na Saúde da Mulher, em uma Unidade de Internação Obstétrica no Hospital Escola. Assim, pude notar que os profissionais e os acadêmicos mantêm um contato direto com as mães, seus filhos e familiares, dispensando aos mesmos, atenção, carinho, orientações e cuidados, como: acompanhamento da parturiente na sala de pré-parto e parto, cuidados mediatos ao recém-nascido, cuidados ao recém-nascido no alojamento conjunto, esclarecimentos quanto ao aleitamento materno, noções de higiene com o bebê em casa e manutenção da saúde da puérpera. No berçário, participei, com os acadêmicos, das seguintes atividades: higiene corporal, troca do curativo do coto umbilical, troca de fraldas, testes de reflexos, verificação dos sinais vitais, pesagem e anotações nos prontuários. Pude observar a aplicação de vacinas anti-Hepatite B e BCG, além de cuidados diretos à clientes com as seguintes intercorrências: Aborto Retido, Diabetes Gestacional, Pré-Eclampsia, Pós-Datismo, entre outras. A atividade que mais me despertou interesse foi a atuação com o RN no berçário. Apesar da falta de conhecimentos teóricos, senti-me parte do grupo, uma vez que tanto a professora supervisora do estágio, quanto os alunos, que estiveram sempre dispostos a me explicar o por quê das técnicas e como executá-las. Estive muito à vontade para conversar com as mães e manusear seus bebês, dando-lhes carinho e atenção, podendo então, ver algumas funções do profissional enfermeiro à medida que as questionava a respeito de sua saúde e a do bebê, tirando-lhes as dúvidas, colocando-se disponível, preocupando-se e dedicando-se a elas, com o objetivo de promover-lhes o bem-estar e a saúde. Conforme me sentia familiarizada com a unidade, clientes, colegas e equipe de trabalho, percebi a enfermagem como uma profissão que requer conhecimento, agilidade, coragem e muito carinho com o ser humano, o que é digno de admiração e muito gratificante. Em vista disso, ao término da primeira manhã de estágio tive a certeza de que havia escolhido a profissão certa, embora saiba que a caminhada está recém começando.

Correspondência para: Mariana Oliveira Vaucher, e-mail: marianavaucher@ig.com.br