CUIDANDO DO CLIENTE ONCOLÓGICO
Daniele da Silva Marins
Kamila Vallory Debona
Debora Cristina Tome
Gabrielly Moreno da Silva
Luiza Maria Bastos Ferreira
O câncer é uma doença que possui conotações assustadoras. Para muitas pessoas o seu diagnóstico equivale a uma sentença de morte por ser uma doença segundo Chacon (1982) “plena de mistificações e carrega com a fantasia de uma fatalidade para qual não há fuga possível”. O impacto do diagnóstico não afeta somente o cliente, mas também a seus familiares que passam pelos mesmos sentimentos de insegurança, ansiedade, medo e raiva. A família também é envolvida pela doença e conseqüências. Ao considerar a evolução histórica e o cotidiano da enfermagem, fica evidente que o ato de cuidar constitui a essência da enfermagem, abrangendo o processo interativo enfermeiro/paciente (Huf, 2002). O câncer, assim como qualquer outra doença, está 50% ligado a hábitos de vida, 20% à parte genética, 20% à exposição a fatores de risco e 10% à acessibilidade aos serviços de saúde. A tradução desses números, apontada pelo Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC) é simples: 50% do desenvolvimento de uma doença está em nossas mãos e pode ser evitados com alimentação adequada, prática de exercício, baixo nível de estresse e o hábito de não fumar ou beber. Outra pesquisa, divulgada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), revela que apenas um terço dos diagnósticos de câncer está fora de controle. Um terço poderia ser evitado e outro terço, curado. Mesmo com esses dados, o número de mortes em decorrência dessa doença maligna ainda é enorme. Este trabalho tratou-se de uma pesquisa qualitativa do tipo descritiva, baseada em referencias bibliográficas e teve como objetivo demonstrar que nem sempre câncer é sinônimo de morte, e que compete ao enfermeiro fazer com o paciente acredite que isso é possível, A metodologia utilizada foi uma entrevista semi-estruturada através um questionário com perguntas abertas. Durante nossa pesquisa, observou-se que o enfermeiro tem um papel fundamental no tratamento dos pacientes oncológicos, pois ele acaba se transformando em amigo, aconselhando-o e confortando durante seus préstimos, havendo assim um haport entre paciente e enfermeiro, elevando sua auto-estima fazendo com que ele reflita sobre a sua cura. Foi evidenciado também que o enfermeiro é o profissional que mais orienta o paciente, devido sua visão holística. Para Silva (2001), Na assistência a uma pessoa
Correspondência para: Daniele da Silva Marins, e-mail: danimarins2002@yahoo.com.br
|