Goiânia, 07 de novembro de 2005.

LEISHMANIOSE VISCERAL(CALAZAR):ESTUDO DE CASO VIVENCIADO PELO REGIONAL

Victor Viana da Graça

Aline Maria Pereira Cruz

Shirley Iara Martins Dourado Gonçalves

Daniela Maria Nantes Boução

Wagner dos Santos Monteiro

Isis Silva Ó de Almeida

Daniele Prata Rebelo

Claudia Adriana de Castro Piani

INTRODUÇÃO: Leishmaniose Visceral Americana (LVA) ou Calazar Americana, caracterizada como enfermidade infecciosa generalizada, de evolução crônica. O Calazar pode ser classificado como: Forma Inaparente, paciente apresenta sorologia positiva ou encontrado nos tecidos, sem sintomatologia clínica manifesta; na Forma Clássica, há febre, astenia, adinamia, anorexia, perda de peso, caquexia, severa anemia, alopecia, hepatoesplenomegalia, edema de MMII, fenômenos hemorrágicos, palidez cutânea acentuada; enquanto que a forma oligossintomática, o quadro hipertérmico é leve ou quase inexistente, há hepatomegalia, e a esplenomegalia quando detectada é discreta, ausência de processos hemorrágicos. OBJETIVO: propiciar a ampliação do conhecimento sobre a patologia, exaltado pela vivência do regionalismo, uma vez que é considerada como segunda enfermidade tropical de maior incidência. METODOLOGIA: Estudo de caráter qualitativo descritivo do tipo relato de caso clínico, com análise de dados através da consulta ao prontuário do paciente, acompanhamento evolutivo de seu quadro clínico. DISCUSSÃO: O. B. C. menor com apenas nove meses de idade, residente no canal de tracuatéua, no município de Igarapé Mirim - Pa. Apresentando sintomático há três meses, admitido no dia 09/07/05, na Clínica Pediátrica do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) na cidade de Belém, no estado do Pará, manifestando Leishmaniose Visceral (Calazar) e, com o evoluir da injúria, foi transferida par UTI, desenvolvendo Infecções dos tratos respiratório e Urinário + Sepse + lesões ulcerativas de pele (staphylococcia) e em couro cabeludo, evoluindo no dia 29/07/05 a óbito. CONCLUSÃO: Através deste, evidenciou-se a necessidade de ampliar o conhecimento técnico-científico dos profissionais atuantes nessa área da saúde que lidam com tal patologia diariamente, atitude essa precisa a fim de minimizar os danos à saúde do paciente e facilitar a reinserção do mesmo á sociedade e seus afazeres cotidianos, uma vez que o controle do vetor e conseqüente profilaxia da doença são difíceis de serem realizados, tendo que a assistência ser executada apenas em nível curativo e não preventivo.

Correspondência para: Victor Viana da Graça, e-mail: victor-viana@bol.com.br