MÉTODOS CONTRACEPTIVOS UTILIZADOS NO PROGRAMA DE PLANEJAMENTO FAMILIAR
Rosângela Vidal de Negreiros
Maria Helena Vasconcelos Lopes Ferreira
INTRODUÇÃO: Atualmente inúmeros são os avanços com relação aos métodos contraceptivos, entretanto, existe falta de divulgação com relação a sua utilização. A falta de conhecimento acarreta muitas falhas na escolha do método a ser utilizado, levando a optar por métodos danoso a saúde da mulher. De acordo com o Ministério da Saúde (2002), os acessos às informações e aos métodos estão incluídos nos direitos básicos dos cidadões preconizado pela Constituição de 1989, que reconheceu a importância do planejamento familiar. Nesse contexto, observa-se que não existem serviços de planejamento familiar suficiente que atendam a demanda da população e são poucos aqueles que oferecem os diferentes métodos contraceptivos. OBJETIVOS: Identificar e analisar comparativamente a predominância dos métodos contraceptivos mais utilizados no Programa de Planejamento Familiar do ISEA e investigar a faixa etária atendida neste serviço. METODOLOGIA: A pesquisa implica no levantamento de dados de variadas fontes, independente do método ou técnicas empregadas. O presente trabalho trata-se de uma pesquisa descritiva do tipo documental, desenvolvida nas dependências do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida – ISEA, no período de Fevereiro a Julho de 2005. Com uma amostra composta de 535 clientes que compareceram ao serviço em busca de orientações e direcionamentos a respeito dos métodos contraceptivos oferecidos. RESULTADOS: a análise dos dados foi realizada com enfoque quantitativo, conforme pesquisa documental realizada nos arquivos da referida instituição. De acordo com os resultados a laqueadura tubária é o método de primeira escolha, do total da amostra 225 clientes optaram por esse método, seguido pelo anticoncepcional oral (149), depois o injetável (100), o DIU (40) e enquanto o preservativo foi procurando por apenas 21 clientes no referido período de coleta de dados. Quanto à faixa etária, observamos que entre 20 a 25 anos a opção é pelos métodos reversíveis e, enquanto para idade superior a essa faixa etária a escolha e os métodos irreversíveis. Entretanto, este estudo mostrou que houve predominância de contraceptivos limitados ao oral e a esterilização cirúrgica em mulheres com idade inferior a 30 anos, como apresenta outros estudos na mesma temática. Para tal. Percebemos a necessidade de intervir com programas que viabilizem informações para população mais carente, de forma que a realidade dos programas de planejamento familiar abra caminhos para melhoria da saúde reprodutiva
Correspondência para: Rosângela Vidal de Negreiros, e-mail:
negreirosvidal@ig.com.br
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