O PROGRAMA DE ORIENTAÇÃO EM SEXUALIDADE E SAÚDE, E O PERFIL DO USUÁRIO
Gleycimara Cardoso Santos da Silva
Dulce Maria Fausto Castro
Luiza Cromack
Regina Katz
José Augusto Messias
O Programa de Orientação em Sexualidade e Saúde, Prevenção de DST/AIDS e Distribuição de Preservativos (PROSS) integra o serviço da Atenção Primária do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente (NESA/UERJ). Criado em 1992 em parceria com Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, foi pioneiro na distribuição de preservativos masculinos e, atualmente é o único que oferece preservativos femininos para adolescentes no estado. O Programa prioriza o acesso às informações e orientações sobre sexualidade, além de oferecer os preservativos masculino e feminino. Este estudo tem como objetivo traçar o perfil dos usuários do programa, a fim de obter uma sinalização para implementação de ações mais específicas, e assim atingir de forma mais efetiva o propósito, que é de promover a saúde dos jovens ao realizar a orientação em sexualidade e a distribuição de preservativo. Para a coleta de dados foi utilizado como instrumento um questionário com questões abertas e fechadas, durante o período de janeiro a dezembro de 2004. Estão sendo verificados dados referentes a sexo, grau de escolaridade, vida sexual, maternidade e paternidade, experiência profissional e casos de DST/AIDS. Analisando os resultados, constatamos que foram realizados 295 novos atendimentos. A maior parte dos usuários é do sexo feminino (63%), demonstrando à realidade dos serviços de saúde, onde o público feminino corresponde à maioria. 72% dos adolescentes têm vida sexual ativa, 47% usaram preservativo na primeira relação sexual, 46% fazem uso do preservativo sempre em suas relações sexuais e 55% são estudantes do ensino médio. Os resultados mostram que estamos conseguindo atingir um importante contingente de adolescentes sem vida sexual ativa (28%) o que possibilita a abordagem precoce à prevenção de DST, podendo assim influenciar no uso do preservativo na primeira relação sexual. Concluímos, que uma estratégia importante seria continuar na busca de alcançar os adolescentes antes do início da atividade sexual pois assim, estaremos garantindo um trabalho de prevenção mais efetivo e uma melhoria na qualidade da assistência à saúde do adolescente. Essa pesquisa ainda esta em andamento, não possuindo assim todos os dados finalizados, no entanto a pré-analise dos dados atende ao objetivo do trabalho e aponta a eficácia do programa na promoção da saúde dos adolescentes.
Correspondência para: Gleycimara Cardoso Santos da Silva, e-mail: gleyci@ibest.com.br
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