HIPERTENSÃO ARTERIAL X ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA EM POPULAÇÃO HIPERTENSA
Jules Ramon Brito Teixeira
Eduardo Nagib Boery
Rita Narriman Silva de Oliveira Boery
Zenilda Nogueira Sales
Reinaldo Brandi Abreu Bifano
INTRODUÇÃO: A hipertensão Arterial é uma doença bastante comum nas sociedades desenvolvidas e em desenvolvimento e que se não for devidamente controlada pode trazer ao indivíduo portador, graves conseqüências à sua saúde. Apresenta-se como um dos mais importantes fatores de risco para a incidência de doenças cardiovasculares, sendo hoje um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil, atingindo cerca de 15% a 20% da população adulta e cerca de 13% dos jovens. Com essa prevalência diversos índices antropométricos têm sido propostos para determinar a associação entre o excesso de peso e a HAS, podendo-se destacar entre eles o Índice de Massa Corporal. OBJETIVO: conhecer a relação entre a Hipertensão Arterial Sistêmica e o Índice de Massa Corpórea em clientes de uma Unidade Básica de Saúde, do Município de Jequié-BA. METODOLOGIA: Estudo exploratório, realizado no I Semestre do ano de 2003, em uma Unidade Básica de Saúde na cidade de Jequié-BA. A população estudada foi composta por 68 portadores de HAS, cadastrados no Programa de Hipertensão que compareceram à consulta mensal, coincidindo com o período de coleta dos dados. A coleta de dados foi realizada em três etapas: entrevista estruturada; verificação da PA; verificação da estatura e do peso para cálculo do IMC. RESULTADOS: Observou-se que o sexo feminino detém 75% da amostra, sendo que destas mulheres, 88,2% são portadoras de HAS. Em relação à idade, 60,3% têm acima de 60 anos, sendo que destes, 85,4% são também portadores de hipertensão arterial, o que coaduna com a idéia de que a HAS é mais comum em pessoas idosas. A maioria deles apresenta sobrepeso (25%) e obesidade (44,1%). Dos indivíduos que apresentaram sobrepeso, 88,2% são portadores de HAS e daqueles que apresentaram obesidade, 93,3%, também são hipertensos. Percebeu-se que mesmo quando o paciente faz uso de medicação para o controle da PA (75%), a maioria destes, (98%), ainda apresenta um descontrole dos níveis pressóricos. Na avaliação do IMC observou-se que ocorre o inverso e vê-se que a maior incidência de HAS, (48,3%), está nos indivíduos obesos. CONCLUSÕES: Observado que a ocorrência de HAS está diretamente relacionada com o ganho de peso e isso pôde ser comprovado por meio do IMC, que é uma das medidas antropométricas que podem ajudar no seu diagnóstico, detecção precoce e na identificação de medidas preventivas fundamentais e importância no tratamento e prevenção da HAS, mantendo-se a PA em valores adequados, segundo a IV DBHA.
Correspondência para: Jules Ramon Brito Teixeira, e-mail: jr_enf@hotmail.com
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