O SERVIÇO DE TRIAGEM DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFG
Jane Mary Rosa Azevedo
Maria Alves Barbosa
O Serviço de Triagem do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás foi implantado em 1998, com o intuito de atender de forma mais organizada e humana os usuários que procuravam a unidade para solução de seus problemas de saúde. O objetivo geral deste estudo foi discutir o Serviço de Triagem resultante da organização institucional que busca atender necessidades individuais e que se insere na política vigente de saúde. Optou-se pela pesquisa de natureza descritiva com abordagem qualitativa do tipo Estudo de Caso para tratar o assunto. Os sujeitos do estudo foram constituídos por gestores estaduais e municipais (4), gerentes do Hospital das Clínicas (3), usuários atendidos no Serviço de Triagem (66) e integrantes da equipe do Serviço de Triagem (12). Para a coleta de dados, realizada pela pesquisadora, utilizou-se como instrumento a entrevista semi-estruturada. O projeto foi desenvolvido após a sua aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa Humana Animal do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás. Os dados encontrados foram agrupados conforme a semelhança dos significados das percepções dos entrevistados e organizados em categorias de análise. Foram estabelecidas quatro categorias: a) Serviço de Triagem e a operacionalização do SUS; b) Percepções dos gestores e equipe do Serviço de Triagem; c) Estratégias que contribuem para redirecionamento do SUS; e d) Percepções dos usuários quanto ao atendimento recebido no Serviço de Triagem-HC. Concluiu-se que o Serviço de Triagem, tal como ora implementado, trabalha na linha do acolhimento preconizada pelo o Ministério da Saúde, mas precisa melhorar a resolutividade. Além disto, contempla os princípios e diretrizes do SUS, que a satisfação do usuário está relacionada com as características facilitadoras do atendimento e com a qualidade do serviço prestado. Considera que a responsabilidade, vínculo, abordagem dos utentes em todo o processo de recuperação, resolução e integração ao sistema de saúde são práticas assistencias que devem ser desenvolvidas pelo serviço. Recomenda-se a implantação de uma unidade da rede básica próxima ao HC, para o primeiro atendimento de emergência, com o intuito de melhorar a resolutividade principalmente no serviço de emergência da instituição. Pensar hoje um novo sistema de saúde, no qual o cliente é o centro de toda atenção, constitui-se num novo paradigma, no qual estar-se-ia investindo no objeto saúde e não na doença.
Correspondência para: Jane Mary Rosa Azevedo, e-mail: janemary@goiasnet.com
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