ALERGIA AO LÁTEX: A EQUIPE MULTIDISCIPLINAR SABE COMO ATENDER?
Regina Maria da Silva Feu
Glória Maria Braga Potério
Beatriz Helena B. Pereira
Adriane C. S. Rodrigues Piva
Durante as últimas décadas, a prevalência das doenças alérgicas tem aumentado, especialmente nos paises industrializados. A causa para o aumento da morbidade é ainda desconhecida é ainda desconhecida, mas fatores de hereditariedade e ambientais são reconhecidamente impotantes e o nível de exposição aos alérgenos são considerados fatores de risco para o desenvolvimento da sensibilização, entre outros (LiLJA& WICMAN,1998; Von MUTIUS, 2000. As três manifestações clínicas conhecidas e discutidas na literatura, relacionadas ao uso de luvas de borracha natural no trabalho são: dermatite de contato ou hipersensibilidade do tipo IV e hipersensibilidade do tipo I, que é a reação mais grave provocada pelo látex. Este estudo tem como objetivo principal confeccionar protocolo específico para atendimento desses pacientes e que sirva de orientação para a equipe multidisciplinar. Trata-se de um estudo de caráter descritivo que utilizou metodologia quantitativa e qualitativa. Desenvolvido em um hospital no interior de São Paulo, devido a um número de atendimentos significativo de pacientes candidatos a procedimentos cirúrgicos eletivos com história pregressa de reação à produtos que contenham látex, comprovadas ou não. Nossa amostragem foi realizada com 05 pacientes entre agosto de 2004 e abril de 2005. Utilizamos em nossa coleta de dados instrumento já existente na instituição de visita perioperatória de enfermagem. Este instrumento possui registro (conep. No. 400/2002). Percebemos que no grupo estudado 60% dos pacientes apresentavam história de Mielomeningocele e Derivação Ventriculo Peritoneal, 40% não as tinham. Embora as estatísticas brasileiras os grupos de alto risco estão bem bem definidos, o denominador comum frequente é o látex. Neste grupo também estavam incluídos pacientes com história de spina bífida referindo múltiplas cirurgias e frequentes cateterização vesical, bem como outros pacientes. Durante o período das visitas, muitos dos pacientes demonstraram ansiedade e angustia relacionada ao procedimento que seriam submetidos. Por isso a importância do preparo psicológico desse paciente, com importantes relatos na literatura, pois intervenção cirúrgica significa perigo e ameaça a integridade física do paciente. No entanto é considerada uma reação normal ou ainda, uma reação necessária, pois coloca em estado de alerta os mecanismos de defesa psicobiológicos, preparando -o para riscos.
Correspondência para: Regina Maria da Silva Feu, e-mail: rfeu@uol.com.br
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