Goiânia, 07 de novembro de 2005.

ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE– UM ENFOQUE NA PREVENÇÃO DE VERMINOSES

Juliana da Costa Silva

Alexandra Santana Joêmio

Aline Mascarenhas dos Santos

Raquel Coutinho Veloso

Diante da disciplina Atividade Interdisciplinar I, do 2o período do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal Fluminense, houve a elaboração de um trabalho visando a promoção da saúde e prevenção de doenças. Sendo assim, o nosso ponto de partida foi a escolha pelo tema verminoses, já que as mesmas ainda apresentam alta prevalência no cenário brasileiro. A fim de dar conta da temática adotada, abordamos a morfologia, a epidemiologia, o diagnóstico, a profilaxia, a distribuição geográfica dos parasitas e a prevalência das doenças que nos detivemos em destacar: teníase, ascaridíase e enterobíase. Tivemos a preocupação em entender no campo da Saúde Pública o que vem a ser promoção da saúde e prevenção da doença, procurando diferencia-las nos seguintes aspectos: foco, modelos implantados, papel dos interventores e estratégia utilizada. Deste modo, os objetivos consistem em descrever um relato de experiência acerca de uma atividade de educação em saúde na prevenção de verminoses e discutir tal experiência numa perspectiva sócio-econômica. Tendo em vista o contexto sócio-econômico brasileiro, onde prevalece uma má distribuição de renda que contribui para o desemprego, a miséria e a fome, dificultando o “caminhar” de políticas sociais como educação, moradia, alimentação. . . , percebemos que seria um desafio abordar um tema relacionado com todo esse caos social. O local da atividade se deu em uma creche situada no município de Niterói-RJ e o público-alvo foi as 40 crianças de faixa etária entre 4 e 6 anos. Como estratégia utilizamos a dramatização e, posteriormente, distribuímos folderes explicativos acerca da temática para os professores e pais das crianças. Atentamos, durante a dramatização, para o interesse das crianças em aprender alguns princípios básicos da higiene, isto é, em cuidar do seu próprio corpo. Torna-se necessário ressaltar, então, que as soluções de problemas, muitas vezes, não dependem apenas da mudança de comportamento individual e sim, da mudança das condições gerais de vida social. Tal atividade favoreceu para compreendermos a dimensão da atuação do enfermeiro, no tocante à prevenção das doenças e promoção da saúde, sendo fundamental que sua atuação contemple estas atividades a partir da infância. Sendo assim, é nesta perspectiva, que identificamos o enfermeiro como um possível co-agente de transformação da realidade vivenciada.

Correspondência para: Juliana da Costa Silva, e-mail: rouxinolrc@hotmail.com