O CUIDAR DO PACIENTE PORTADOR DE TUBERCULOSE E O USO DA MÁSCARA N-95.
Mariana Ferreira Caldas
Fernanda Assis
Luzia da Conceição de Araujo Marques
Gisele Ferreira do Nascimento
Mariana Freire Craveiro
Patrícia Rodrigues da Rocha
Aline dos Santos
Maria Lúcia Bosi
Este estudo integra o projeto “A Prevenção da Tuberculose: Percepções de Alunos de Enfermagem Acerca do Uso de Dispositivos de Proteção Respiratória”. O objeto deste estudo é o cuidar do paciente portador de TB e o uso da máscara N-95. A TB é uma doença infecciosa que constitui grave problema para a promoção da saúde e a proteção da integridade do trabalhador nas instituições hospitalares (Kristisky, 2000). Tem como objetivo descrever a percepção de alunos de enfermagem da FENF-UERJ, acerca do uso de proteção respiratória. A questão norteadora foi: O que vocês pensam sobre o uso da máscara? Metodologia: Investigação qualitativa, a qual utiliza o referencial da fenomenologia. Para a coleta de informações, após aprovação pelo Comitê de Ética, utilizamos o método de Grupo Focal com alunos da Faculdade de Enfermagem – UERJ, no 2º semestre de 2004 e 1º semestre de 2005. Resultados: Os alunos reconhecem a necessidade de uso da máscara N95 e afirmam: “ É muito importante porque tenho que me cuidar, mas. . . Pode falar das dificuldades do uso também (Depoente 01)”- Embora os depoentes reconheçam a importância do uso da máscara N95, o medo de se infectar foi evidenciado: “Eu usei uma vez só. Foi incomodo porque foi. . . Eu fiquei nervosa e minha respiração ficou muito rápida e vinha um vento não sei da onde, vinha um ar frio não sei da onde, parecia que a máscara estava pouco adequada ao meu rosto, então parecia que eu estava desprotegida” (Depoente 02). Evidenciamos a relação do tempo utilizado para cuidar com o risco de infecção. Para eles, permanecer com o cliente por um período longo (maior que 04 ou 05 horas) aumenta o risco de contágio da doença. Todos falaram “O tempo é muito grande que a gente fica com ele”. O Depoente 04 reafirma: “ Vamos lá, começava 8 e meia, até tinha vezes que eu ficava até 2:00h da tarde. ” A escala de trabalho foi relacionada como um dos fatores de risco para o profissional, o que observamos na fala do Depoente 07- “Fora que você chega lá na segunda com aquele paciente, voltava na sexta com aquele mesmo paciente, voltava na segunda com aquele mesmo paciente de novo e de novo até ele ter alta”. A máscara, para eles, é vista como uma barreira para o cuidado: “E eu estava comentando aqui que você precisa falar muito alto porque o paciente tem dificuldade pra te ouvir” (Depoente 01). A máscara N95 é um equipamento de proteção para ser utilizada por profissionais/ alunos durante o cuidado ao cliente portador de Tuberculose, uma doença c
Correspondência para: Mariana Ferreira Caldas, e-mail: mari.fcaldas@globo.com
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