O CUIDADO ALIADO À ORIENTAÇÃO NO CURATIVO EM PÉ DIABÉTICO
Renata M. Cabrig
Rosangela de Almeida Castro Amorim
Ana Alice Guimarães Costa
Este estudo foi fruto de atentos questionamentos e reflexões que a acadêmica de enfermagem trazia no decorrer de sua graduação. Acompanhando um familiar que desenvolvia a patologia de diabetes melittus tipo II, comprometido com a ulcera do pe diabético, na busca de tratamento, lhe foi oferecido como primeira escolha, a amputação. Então a partir deste opção de tratamento a discente resolveu investir neste tratamento no qual obteve sucesso. Os objetivos da pesquisa foram identificar o grau de conhecimento do enfermeiro que cuida desta ferida e se ele realiza este cuidado de forma adequada para que a amputação seja evitada, se esta intervenção de forma dedicada disposta e cientifica evitará a amputação, demonstrando que a amputação foi a última escolha. O impacto deste estudo ocorreu afim de estimular os profissionais e os estudantes da área de enfermagem quanto ao investimento maior no cuidado, evitando o agravamento da ferida, assim como a amputação. A metodologia utilizada foi qualitativa, descritiva e exploratória, já que através dela fomos capazes de perceber se o pé diabético pode ser devidamente tratado e desta forma obtivemos respostas a todos os questionamentos que levantamos. Utilizamos a entrevista semi-estruturada, os sujeitos cinco enfermeiros que prestam cuidados a clientes hospitalizados e outros que praticam o acompanhamento ambulatorial a nivel de PSF. Desta forma houve possibilidade de observar as duas realidades, dispondo cada uma delas. A técnica utilizada foi a analise de conteúdo, encontramos as seguintes categorias: orientações na realização do curativo, o desleixo e a falta de orientação leva a amputação, a falta de prevenção leva a um comprometimento irreversível a não atuação de enfermeiro diretamente, o enfermeiro não se mostra muito interessado sobre o assunto de pé diabético, pela demora da cicatrização desta ferida que realmente ocorre. Concluímos que, a intervenção do enfermeiro neste cuidado evita a amputação, mas para isso são necessários uma devida avaliação, intervenção e cuidado por parte deste. A realidade encontrada foi a pouca atuação de enfermeiros assistenciais, percebemos também que o enfermeiro tem um olhar muito focal e que quando está em questão a ferida, o mesmo não abrange o estado geral do cliente. Isto implica em um comprometimento da qualidade de vida do cliente assistido.
Correspondência para: Rosangela de Almeida Castro Amorim, e-mail: roamorim@mls.com.br
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