Goiânia, 07 de novembro de 2005.

IRRADIÂNCIA DA FOTOTERAPIA HALÓGENA: UM CONTROLE NECESSÁRIO

Ghislaine de Mattos Ferreira

Angela Maria La Cava

Rosangela de Almeida Castro Amorim

Esta pesquisa emergiu da prática cotidiana de enfermeiras em unidade de terapia intensiva pediátrica (UTIP) e neonatal (UTIN), a qual pretendemos alertar sobre a importância do uso adequado do aparelho de fototerapia halógena, modalidade terapêutica usualmente empregada no tratamento da hiperbilirrubinemia neonatal. Sendo assim, o objeto deste estudo é a utilização dos aparelhos de fototerapia halógena em unidades de terapia intensiva. Os objetivos são: avaliar a utilização de fototerapia halógena e, medir a irradiância emitida por estes aparelhos. Trata-se de uma pesquisa com abordagem quanti-qualitativa, sendo realizada a medição da irradiância de 38 aparelhos de fototerapia em quatro unidades de terapia intensiva de hospitais públicos do Estado do Rio de Janeiro. Concluímos que: as unidades estudadas não dispõem de espectofotômetros, impossibiltando a aferição do nível de irradiância dos aparelhos, bem como os profissionais de saúde desconhecem a necessidade deste controle. Apenas 15,78% das fototerapias apresentavam valor de irradiância mínimo recomendado para promover a redução dos níveis séricos de bilirrubina, que é de 10 mw/cm2/nm. Este estudo demonstrou que os recém-nascidos portadores de icterícia não estão sendo adequadamente tratados, o que pode comprometer sua qualidade de vida. Para tanto, é imperioso que os profissionais viabilizem o uso adequado e o controle dos referidos aparelhos.

Correspondência para: Rosangela de Almeida Castro Amorim, e-mail: roamorim@mls.com.br