Goiânia, 07 de novembro de 2005.

TRAUMAS MAMILARES: ANÁLISE DAS INFORMAÇÕES OFERECIDAS ÀS PUÉRPERAS E I

Neiva Gomes de Alencar

Lucien da Costa

Aline Fernanda Vieira

Elaine Graça da Silva

INTRODUÇÃO: A vantagens do aleitamento materno para o binômio mãe e filho, são amplamente discutidas e de benefícios incontestáveis. No entanto, a sua prática, por vezes torna-se adversa especialmente durante o surgimento de intercorrências, como os traumas mamilares e o ingurgitamento que contribuem sobremaneira para o insucesso da amamentação e para o desmame precoce. Os traumas mamilares são decorrentes de pega e posicionamento inadequados, podendo apresentar-se sob a forma de vesículas, escoriações e fissuras. Desta forma, vários são os fatores que podem contribuir para o surgimento dos traumas mamilares, dentre eles: o preparo da gestante para a o aleitamento durante o pré-natal, as orientações quanto às técnicas de amamentação e as medidas educativas de prevenção dos traumas mamilares. OBJETIVO: Este estudo teve como objetivo identificar as orientações oferecidas às mães em relação à prevenção de traumas mamilares, bem como relatar a sua incidência nestas mulheres. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo e exploratório que utilizou para a análise a abordagem quantitativa. A amostra foi constituída por 52 puérperas. Os dados foram coletados por meio de formulário com questões semi-estruturadas que foram respondidas após a assinatura do Termo de Consentimento Livre e esclarecido pelas entrevistadas. RESULTADOS: Os resultados foram agrupados em três categorias: orientações durante o pré-natal, orientações durante o período de internação e surgimento de traumas. Em relação as orientações pré-natal, os dados são bastante significativos de forma que apenas uma gestante recebeu alguma informação sobre aleitamento materno. No campo das medidas educativas durante a internação, apenas cinco entrevistadas receberam orientações em relação a pega e posicionamento do recém-nascido, e 30% foram orientadas enquanto a ordenha manual. Desta forma, os dados que emergem em relação ao trauma, apontam para 48% de incidência de dor ao amamentar e 43% de incidência de traumas mamilares. CONCLUSÕES: As intercorrências que surgem durante o período de amamentação podem ser amplamente combatidas através de ações de promoção à saúde e prevenção destes agravos. No entanto, o estudo revela grandes fragilidades dos serviços de saúde no âmbito de informações fornecidas. Como conseqüência, as mulheres tornam-se vulneráveis e propensas ao desmame precoce. Assim, o papel educativo da equipe de saúde é ferramenta fundamental para o sucesso do aleitamento materno.

Correspondência para: Neiva Gomes de Alencar, e-mail: ngalencar@uol.com.br