Goiânia, 07 de novembro de 2005.

O GERENCIAMENTO DE UMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO PEDIÁTRICA

Érika de Almeida Leite da Silva

Paula Martinez de Bacco

Após o fechamento da enfermaria pediátrica em um hospital público no município do Rio de Janeiro, por falta de médicos pediatras, os pacientes de 0 a 15 anos passaram a ser encaminhados para a clinica correspondente a patologia que apresentava no momento ou transferidas para outra unidade. Desta forma as crianças ficavam espalhadas por vários leitos do hospital dificultando a intervenção do pediatra quando havia necessidade. Um outro agravante foi a redução dos leitos da emergência pediátrica, o que ocasionava um maior número de transferências. Surge então a proposta de reinalguração que é concretizada em 17/07/2003, a partir de solicitações da unidade, para que pudessemos prestar uma assistência humanizada e especializada às crianças que necessitam de internação. Nossos objetivos gerais buscam atender a demanda das comunidades adjacentes e centralizar as internações pediátricas. Como objetivos específicos, prover recursos materiais e físicos a fim de atender às reais necessidades técnicas para o trabalho e sociais para o conforto da equipe multiprofissional, crianças e acompanhantes; construir rotinas que possibilitem o trabalho uniforme no setor; integrar a euipe e incentivá-la ao desenvolvimento técnico, científico e ao relacionamento interpessoal. O perfil da enfermaria é de baixa complexidade abrangendo a faixa etária de 30 dias à 14 anos, 11 meses e 29 dias. Tendo 16 leitos dividos entre clínicos e cirúrgicos. Parcerias com a capelania, psiquiatria e residentes da fámácia foram de grande valia. Dispunhamos de 08 enfermeiros, 15 auxiliares e o apoio de profissionais da psicologia, psiquiatria, terapia ocupacional, fisioterapia, assistente socia, nutricionista e pediatras. As dificuldades enfrentadas foram a aprovação da cota de materiais, recursos humanos novos que não conheciam o hospital, falta de telefone, inadequação da planta física, serviço de manutanção, falta de espaço para a recreação, falta de brinquedos, horário de almoço dos acompanhantes, resistencia dos acompanhantes ao uso de armário, falta de integração com o plantão noturno, controle do material permanete e crianças sob cutódia. Reconhecendo que as mudanças causam resistência utilizamos algumas estatégias para modificá-las, procurando manter sermpre uma comunicação aberta com a equipe, chefias e outros profissionais.

Correspondência para: Érika de Almeida Leite da Silva, e-mail: erikaunirio@hotmail.com