INFECÇÃO HOSPITALAR: A VISÃO DOS ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM
André Augusto de Sousa Ramos
Renata Freitas Ferreira
Michelle da Silva Martins
INTRODUÇÃO: Diante dos altos índices de infecção hospitalar no pós-operatório, realizou-se um estudo com o objetivo de avaliar como a equipe de saúde de um Centro Cirúrgico utiliza as medidas preventivas, tais como degermação das mãos, paramentação cirúrgica e motagem correta da mesa cirúgica, a fim de evitar a contaminação do paciente por agentes biológicos. METODOLOGIA: A pesquisa é qualitativa do tipo descritiva que tem como característica aproximar os elementos teóricos aos dados obtidos, facilitando a compreensão do estudo, por meio da sua descrição e interpretação. Os dados foram coletados por meio de observação sistemática não participativa, da equipe cirúrgica - médicos, residentes, enfermeiros e circulantes - de um hospital público de grande porte de Belém-PA, utilizando-se como instrumento um roteiro de observação que direcionava a equipe pesquisadora quanto ao preparo do ambiente cirúrgico, preparo da equipe e cuidados com o campo estéril durante a cirurgia. RESULTADOS: Constatou-se que houve falhas durante ao preparo da mesa cirúrgica, pois alguns membros da equipe que ali atuavam não utilizavam o capote estéril ao manipularem os materiais estéreis. As técnicas de lavagem das mãos e de calçar as luvas foram utilizadas de forma inadequada por determinados profissionais. O cuidado com o campo estéril foi negligenciado por certos componentes da equipe, que orientavam seus residentes muito próximo da incisão cirúrgica, sem usar máscara, capote estéril e luvas. No trans-operatório, a máscara foi utilizada de forma inadequada por alguns cirurgiões, pois a mesma não cobria as narinas. CONCLUSÃO: Acredita-se que além dos fatores que já acompanham o paciente, a equipe também pode estar contribuindo para o aumento de infecções por microorganismos. Faz-se necessário a conscientização, atualização e capacitação da equipe quanto aos princípios básicos do controle de infecções hospitalares, pois sabe-se que uma intercorrência infecciosa poderá agravar o estado geral do paciente, tornando seu tratamento mais oneroso e aumentando seu tempo de internação.
Correspondência para: Michelle da Silva Martins, e-mail: mi8@globo.com
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