Goiânia, 07 de novembro de 2005.

RESOLUÇÃO 189 INFLUENCIANDO QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

Claudia Rosane Guedes

Leandro Ferreira Paiva

Raquel Vasconcellos

Roberta Araújo Lima

Marta Sauthier

Estudo elaborado a partir de situações vivenciadas diariamente em uma UTI, local onde os pacientes necessitam de cuidados de alta complexidade, exigindo proporcionalidade entre o número de leitos e ao número de profissionais atuantes, gerando uma sobrecarga física e emocional neste setor, lidando com a dor e o risco iminente de morte, podendo ocasionar desequilíbrios psicosociais destes profissionais do campo citado. OBJETIVOS: Analisar os fatores que interferem para o distanciamento entre o que determina a resolução 189 e a realidade vivenciada; Discutir o paradoxo entre a legislação e sua aplicação no que se refere na qualidade da assistência de enfermagem em uma UTI. METODOLOGIA: Pesquisa quanti-qualitativa, com caráter exploratório. Os dados foram coletados a partir da observação participante da autora, com levantamento bibliográfico. O cenário em questão consiste em um hospital particular, de grande porte, localizado no município do Rio de Janeiro. RESULTADOS: O quantitativo de profissionais disponíveis está diretamente relacionado com a forma de administração adotada pela instituição de saúde, apesar desta competência ser pertinente ao enfermeiro, isto não ocorre. Desta forma, o dimensionamento do pessoal de enfermagem é realizado com o quantitativo existente, que muita das vezes, não traduz a real necessidade do setor. Gerando sobrecarga nos presentes, insegurança e insatisfação no grupo e a sensível queda no serviço prestado. CONCLUSÃO: A precariedade dos recursos humanos, que é comum em unidades hospitalares, envolve de forma direta e contínua a qualidade da assistência de enfermagem necessária em uma unidade de terapia intensiva.

Correspondência para: Claudia Rosane Guedes, e-mail: guedesclaudia2003@ig.com.br