A PERCEPÇÃO DO ENFERMEIRO QUANTO A SUA PRÁTICA NO SUS
Candida Paula França Pinheiro
Ilda Cecília Moreira da Silva
Este estudo reflete a busca de respostas para inquietações acerca da percepção de enfermeiros sobre sua atuação em instituições do Sistema Único de Saúde. A enfermagem vem conquistando destaque no Sistema Único de Saúde, por ser uma profissão atuante na sua consolidação, no que diz respeito à qualidade, eficiência e custo-benefício. Prova disso é que leis que norteiam o exercício de enfermagem receberam emendas que dão aos enfermeiros a autonomia para exercer funções como diagnóstico de enfermagem, tratamentos invasivos e prescrição de medicações e tratamentos entre outros. Com o intuito de responder aos nossos questionamentos, traçamos como objetivos: Identificar ações desenvolvidas por enfermeiros em instituições de saúde que atendem pelo SUS e Analisar o discurso do enfermeiro sobre sua prática nestas instituições. No estudo utilizamos uma abordagem metodológica, com enfoque descritivo e exploratório, que foi desenvolvido no período de junho a julho de 2005, nas cidades de Volta Redonda, no Sul Fluminense, e em Manga, norte de Minas Gerais. Teve como instrumento de coleta de dados a técnica de questionário, destinados a enfermeiros que atuam em instituições públicas, abrangendo diferentes áreas de atividades. Com a análise dos resultados percebemos ações de enfermagem voltadas para a assistência preventiva, com destaque para a educação de saúde na consulta de enfermagem, além da identificação de possíveis problemas e implementação de um plano assistencial com um grau considerável de independência, além de um enfoque holístico buscando sempre seguir os princípios básicos preconizados pelo SUS. No entanto, apontam necessidade de uma perfeita integração entre todos os setores que compõem esse sistema para que esses princípios sejam executados. Apuramos que entre os entraves que os profissionais encontram para atender a essa clientela, ora é por ineficácia dos recursos disponibilizados como: falta de materiais permanente e de consumo ou por área física e recursos humanos deficientes, ora por dificuldades de referência e contra-referência. Todavia, parte dos profissionais se vê correspondendo às diretrizes do SUS, pois tentam sanar as dificuldades por acreditarem no Sistema Único de Saúde. Dessa forma concluímos que nas falas dos depoentes foi possível perceber o envolvimento dos enfermeiros no seu campo de atuação com autonomia nas ações e preocupação de prestar um trabalho de qualidade junto à população.
Correspondência para: Candida Paula França Pinheiro, e-mail: candy.paula@bol.com.br |