Goiânia, 07 de novembro de 2005.

O SENTIMENTO DAS MÃES DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA MENTAL

Monique Cardoso da Silva

Ciana Minuzzi Gaike

Daiane Lamberti Pereira

Marcieli Primon Nunes

Maria Helena Saurin

Percebemos que muitas vezes a sociedade tem dificuldade em conviver com as diferenças. Ainda acreditamos ser de suma importância investigar sobre os sentimentos das mães dessas crianças, uma vez que as mesmas poderão sentir alegrias e tristezas ao inseri-las no contexto social. Entendemos que poderá também haver uma deficiência de orientação no que diz respeito ao viver na melhoria da qualidade de vida das crianças em suas atividades cotidianas. Com este objetivamos conhecer os sentimentos de mães de crianças com deficiência mental e identificar as dificuldades enfrentadas ou não, por estas com seus filhos, a fim de reconstruir um processo educativo na melhoria da qualidade de vida destes. O estudo com enfoque fenomenológico, foi desenvolvido no município de Santiago-RS na residência de 3 mães de crianças com deficiência mental que possuem filhos na APAE (Associação de Pais e Amigos de Excepcionais). A coleta de dados desta pesquisa qualitativa se deu através de entrevista focalizada e observação participante e para esta nos respaldamos na resolução CNS 196/96. Através da coleta, obtivemos os seguintes resultados, conforme seus relatos: Mãe “a”, esta mãe não encontrou dificuldades em aceitar a deficiência mental de seu filho, encarando a situação com naturalidade. Já a mãe “b”, teve dificuldades para aceitar, pois ao relatar-nos sua história, apresentava-se com expressão facial de tristeza, mostrando-se chorosa, e para o conforto de sua dor buscou apoio na religião. A mãe “c”, também encontrou dificuldades em aceitar a situação, demonstrando no início rejeição, mas com o tempo acabou conformando-se. Assim, para que se possa efetuar uma assistência de enfermagem capaz de auxiliar no desenvolvimento psicossocial da criança com deficiência e sua família, faz-se necessário conhecer os conceitos e valores de cada família, partindo deles e baseando-se em leituras e estudos atualizados para realizar uma intervenção eficaz.

Correspondência para: Monique Cardoso da Silva, e-mail: niki.mcs@bol.com.br