CONSULTA DE ENFERMAGEM: AÇÃO PRIORITÁRIA NO PROCESSO SAÚDE-DOENÇA
Monique Cardoso da Silva
Tânia Dubou Hansel
Trata-se de um relato de experiência dos acadêmicos de graduação em enfermagem do 5º semestre, na realização da consulta de enfermagem em uma Unidade Básica de Saúde no município de Santiago. Estas atividades fazem parte do estágio curricular da disciplina de Saúde Coletiva I e do projeto de extensão “ Qualificando a Prática Docente Assistencial em Enfermagem” da Universidade Regional do Alto Uruguai e das Missões – Campus Santiago. Estas ações objetivam aprimorar a visão sanitária entre trabalhadores de saúde, acadêmicos, docentes e comunitários, a fim de que compreendam o processo saúde-doença de forma contextualizada e interdisciplinar; fortalecer as ações extensionistas na formação do enfermeiro, que integre teoria/prática, ensino, pesquisa e extensão, realidade dos serviços de saúde e perfil epidemiológico da comunidade. Como metodologia era realizado o acolhimento na sala de espera, apoiando-se nas práticas educativas emancipatórias. Após, as consultas de enfermagem eram efetivadas individualmente, através de agendamento. Buscou-se aplicar o processo de enfermagem através do histórico de enfermagem, identificação de problemas, implementação da assistência com acompanhamento da evolução semanalmente. Para obter a resolutividade, fez-se uma parceria de referência e contra-referência com o médico da unidade. Nas ações enfatizou-se um atendimento humanizado, seguindo princípios da universalidade, eqüidade, resolutividade e integralidade. Como acadêmicos, vivenciamos uma experiência significativa, pois além de desempenhar uma atividade privativa do enfermeiro tivemos a participação de usuários de diversas faixas etárias, totalizando 52 no período de 4 meses. É importante ressaltar que a comunidade desconhecia a consulta de Enfermagem. Com uma dimensão abrangente das intervenções, evidenciou-se a necessidade de formar grupos de comunitários. Nas atividades educativas utilizamos dramatizações de uma assistência tradicional contrastando com um modelo assistencial emancipatório. Cabe ao futuro enfermeiro, desenvolver a competência e habilidade para desempenhar a consulta de enfermagem, como legítima e privativa do enfermeiro, fundamental as mudanças do modelo assistencial de saúde no país e para a concretização dos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde.
Correspondência para: Monique Cardoso da Silva, e-mail: niki.mcs@bol.com.br |