O ALEITAMENTO MATERNO NA PERSPECTIVA DA INTEGRALIDADE COMPLEXA
Graziele Aguiar Dias
Dalila Guimarães Borges
Divina Eterna Silva Freitas
Orientadora Fabiana Rodrigues Zequini Nabão
Na perspectiva da Integralidade Complexa o ato de nos alimentarmos carrega significados culturais, sociais, familiares e afetivos que ultrapassam a simples necessidade de se obter nutrientes através da alimentação, consideramos o corpo humano mais do que um organismo físico e biológico, oscilando entre a saúde e a doença é um conjunto de crenças e significados. A nutrição é uma necessidade biofisiológica do ser humano, para desempenharmos nossas funções orgânicas e metabólicas. O aleitamento materno é preconizado mundialmente como o mais importante alimento para os primeiros seis meses de vida da criança sendo tema de vários programas de incentivo de órgãos nacionais e internacionais. Por considerar esta temática como parte do cotidiano do saberes e práticas do enfermeiro (a) na assistência de enfermagem a criança, família e comunidade, optou-se por realizar um estudo com objetivo de: identificar o número de crianças cadastradas e acompanhadas pela equipe de saúde de uma Unidade Básica de Saúde do Município de Várzea Grande –MT/Brasil; identificar os fatores que interferem ou podem interferir na adesão ao aleitamento materno exclusivo e propor ações de enfermagem. A metodologia utilizada foi o estudo de caso clínico partindo do método utilizado no Curso de Enfermagem a Integralidade Complexa. Os dados foram coletados através de uma entrevista com uma enfermeira que atua nesta Unidade Básica de Saúde. Observou-se que nesta microárea estão cadastradas 386 crianças menores de um ano, destas somente 16 estão em aleitamento materno exclusivo, revelando um índice elevado de mães que não utilizam o aleitamento materno como fonte única para alimentação de seus filhos. Segundo a enfermeira as demais crianças (370), utilizam alimentos artificiais, pois as mães trabalham por período integral e deixam-nas com familiares ou em creches. Percebe-se que apesar das campanhas de incentivo ao aleitamento materno, ainda há grande número de mães que não aderem ao aleitamento materno exclusivo, necessitando que a equipe de saúde, particularmente aqui, enfermeiro(a) deve atuar como socializador e facilitador das informações e orientações necessárias a família e comunidade no que se refere ao aleitamento materno, enfatizando as vantagens, custo e formas de cuidados e armazenamento do mesmo. Ressalta-se, que a equipe de saúde deve participar e desenvolver capacitações no que se refere ao aleitamento, para poder socializar as informações inovadoras com a família e comunidade.
Correspondência para: Graziele Aguiar Dias, e-mail: grazieleaguiar@zipmail.com.br |