Goiânia, 07 de novembro de 2005.

PLANEJAMENTO FAMILIAR: NÓS INFORMAMOS, VOCÊ DECIDE!

Jules Ramon Brito Teixeira

Lívia Rejane da Silva Castro

Marcos Aurélio da Silva Filho

Marília Lima Chagas Pestalozi

Maristela Silva Santos

Trícia Gomes Silva Santos

Dulce Mafra

INTRODUÇÃO: O planejamento familiar é o direito que o indivíduo tem à assistência especializada e acesso aos recursos que permitem optar livre e conscientemente por ter ou não filhos, o número e o espaçamento entre as gravidezes. Por conseguinte, exercem papel primordial as ações educativas em saúde, as quais são importantes para garantir ao indivíduo uma escolha livre e informada de métodos anticoncepcional a serem usados para tal fim. OBJETIVO: Tem como objetivo realizar uma ampla revisão de literatura acerca dos métodos contraceptivos utilizados no planejamento familiar. METODOLOGIA: Utilizamo-nos de manuais para prestação de serviços em saúde reprodutiva do Governo do Estado da Bahia e artigos publicados pelo Ministério da Saúde do Brasil. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de análise qualitativa do conteúdo da literatura pesquisada. Os critérios para inclusão dos artigos foram os seguintes: periódicos nacionais e internacionais indexados, com ano de publicação de 1997 a 2005, encontrados na Biblioteca da UESB, Biblioteca Centro Latino-americana e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde – BIREME e na Biblioteca do Portal Saúde do Ministério da Saúde. De posse das publicações identificadas e selecionadas, passamos à leitura e releitura de seus conteúdos, efetuando cortes e recortes dos textos. RESULTADOS: Segundo dados de 1998, observamos que existem 44 milhões de mulheres em idade fértil no Brasil, na faixa etária entre 15 e 49 anos, das quais 21,5 milhões são sexualmente ativas e ainda de acordo com a Pesquisa Nacional de Demografia em Saúde, realizada em 1996, cerca de 50% das mulheres que foram mães entre 1990 e 1995 tiveram uma gravidez não-planejada. Observamos ainda que o Ministério da Saúde recomenda os seguintes métodos anticoncepcionais: métodos comportamentais (Billings, Tabela, Temperatura e Sintotérmico), métodos de barreira (Camisinha masculina e feminina, Diafragma e Espermaticida), dispositivo intra-uterino (DIU), anticoncepcionais hormonais orais (pílula) e injetáveis, além de métodos cirúrgicos (laqueadura e vasectomia), os quais são utilizados para a esterilização definitiva. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Assim, apontamos para a necessidade da realização de um planejamento familiar efetivo por parte dos casais e a implementação de ações educativas em saúde com vistas à sensibilização das pessoas para a utilização dos métodos contraceptivos, possibilitando que situações como as expostas aqui possam ser prevenidas e/ou evitadas.

Correspondência para: Jules Ramon Brito Teixeira, e-mail: jr_enf@hotmail.com