PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA EMESE INDUZIDA PELA QUIMIOTERAPIA NO CÂNCER GINECOLÓGICO
Giselle Vaz Costa
Eddie Fernando C. Murta
Maria Angélica O. Mendonça
Marília de C. Mardegan
Sueli Riul da Silva
Beatriz M. Tavares Murta
INTRODUÇÃO: A emese induzida por quimioterapia citotóxica (QT) é um dos efeitos adversos mais desconfortáveis no ponto de vista dos pacientes com câncer. Apesar da introdução de drogas antieméticas eficazes, ainda se observa controle inadequado da emese induzida pela QT e ausência de consenso quanto ao antiemético (ou combinação de antieméticos) mais eficaz. OBJETIVO: Avaliar a eficácia de diferentes esquemas antieméticos na prevenção e tratamento da emese aguda e tardia induzida pela QT em pacientes com câncer (Ca). METODOLOGIA: Foram avaliadas mulheres adultas com diagnóstico de Ca ginecológico, submetidas a QT. A ocorrência de emese foi avaliada através do questionário FLIE aplicado, após assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido de sua participação, antes do início da QT e 24h (dia 1) após o final da mesma; e durante os três dias seguintes (dias 2, 3 e 4). As pacientes foram aleatoriamente divididas em 3 grupos, de acordo com e esquema antiemético utilizado: Grupo 1: ONDEXON - ondansetrona 8 mg (ev) + dexametasona 20 mg (ev) 15 min antes da QT e ondansetrona 8 mg ao final da QT; Grupo 2: ONDEX - ondansetrona 8 mg (ev) + dexametasona 20mg (ev), 15 min antes da QT; Grupo 3: ONDEXMET - ondansetrona 8 mg (ev) + dexametasona 20 mg (ev) + metoclopramida 10 mg (ev) 15 min antes da QT. RESULTADOS: Foram avaliadas prospectivamente 20 pacientes com diagnóstico de câncer ginecológico submetidas a tratamento quimioterápico. A maioria (80%) das pacientes foi avaliada por mais de um ciclo, perfazendo um total de 55 ciclos analisados. Em 13 (23,64%) ciclos foi utilizado esquema 1 de antieméticos, em 32 (58,18%) ciclos foi administrado o esquema 2 e em 10 (18,18%) casos foi utilizado o esquema 3. No grupo 1, foi observada resposta completa (nenhum vômito) em 84,6% (n=11) dos casos durante a fase aguda e a mesma resposta foi mantida durante a fase tardia. No grupo 3, 90% (n=9) dos casos tiveram resposta completa durante a fase aguda, porém, na fase tardia houve redução significativa dessa resposta (p<0,001, teste exato de Fischer). No grupo 2, houve menor resposta tanto durante a fase aguda (68,7%) quanto tardia (62,5%), comparado aos esquemas 1 ou 3 nas respectivas fases (p<0,001, teste exato de Fischer). Conclusão: O esquema 1 de tratamento apresentou maior eficácia para o controle da emese aguda e tardia. PIBIC/CNPQ
Correspondência para: Giselle Vaz Costa, e-mail: xlvaz@yahoo.com.br
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