CURSO PARA GESTANTES DO HUB: SEU DESENROLAR NO PARTO E NASCIMENTO
Silvéria Maria dos Santos
Jônatas de França Barros
O Curso para Gestantes do Hospital Universitário de Brasília foi criados por acreditarmos na necessidade de promover a saúde sexual e reprodutiva. Objetivamos analisar a relação entre a participação da mulher no Curso de Gestantes do HUB e a ressignificação do trabalho de parto, parto e nascimento. Usamos a pesquisa qualitativa, desenvolvida coletivamente, em situações reais. 43 mulheres fizeram parte da amostra e mostraram que, independente da faixa etária, estado civil, nível de escolaridade e número de gestação, recorreram ao acompanhamento da gravidez, almejando serem preparadas para participar ativamente, minimizando seus temores e para conhecer e prevenir desrespeito aos direitos da mulher. 74% das participantes definiu a gestação como momento de aprendizado e de amadurecimento relacionados aos aspectos de suas vidas serem abordadas sobre as contribuições do pré-natal na sua gestação e parto, 67% destacaram a importância do acompanhamento das condições de saúde do binômio. A distinção mostra a dificuldade de um Pré-natal que contemple as reais necessidades das mulheres, permite e indica as lacunas existentes neste tipo de assistência. Para 86%, os motivos que contribuíram para adesão ao Curso, foi confiança no grupo. Sobre a vivência do parir e nascer, os conteúdos apresentados mesclaram sentimentos e atitudes de poder e de livre expressão de seus sentimentos e emoções, com aqueles tradicionalmente vivenciados pela população feminina. 59% sentiu-se tendo participação ativa, preparada e segura diante do desenrolar do trabalho parturitivo, mesmo referindo o sentimento de medo, de insegurança e o desconforto físico demorado. 26% sentiram-se desconsideradas pelos sujeitos da assistência. A participação no Curso para Gestante e sua relação com o desenrolar do parto e nascimento, foi vista como aprendizagem, tranqüilidade e confiança para 74%; seguido por conscientização quanto ao parto vaginal, segurança, empoderamento e liberdade para decidir e fazer escolhas, 48%. Conclusão: percebemos a necessidade de mudanças importantes no pensar e no agir dos agentes de saúde; de ações técnicas e políticas que adeqüem as práticas e os ambientes em que estas ocorrem, considerando as necessidades específicas da clientela como alvo e sentido do serviço de saúde, implementando uma prática assistencial humanística, solidária e edificante para todos os sujeitos envolvidos, que clamam por atitudes solidárias e dignamente comprometidas com a VIDA e a PAZ.
Correspondência para: Silvéria Maria dos Santos, e-mail: silveria@unb.br
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