OFICINA DE AVALIAÇÃO DA IMPLANTAÇÃO DA CIPESC EM CURITIBA- PR
Marcia Regina Cubas
Leda Maria Albuquerque
Soriane Kieski Martins
Maria Miriam Lima da Nóbrega
O resultado parcial da edificação coletiva da construção da CIPESC – Curitiba PR foi implantada no sistema informatizado da rede municipal, em julho de 2004, no tema saúde da mulher. A assessoria da ABEn Nacional acompanhou o processo e ancora a avaliação. Como passo inicial do processo avaliativo realizamos oficina de trabalho com objetivos de: avaliar a implantação do sistema de classificação no sistema informatizado; identificar fatores facilitadores da prática de enfermagem e estratégias de potencialização; identificar fatores limitantes e estratégias de superação; oportunizar aos enfermeiros ampliar seus conhecimentos sobre a CIPESC e sua utilização; e refletir sobre a prática de enfermagem na SMS. Este trabalho tem como objetivo apresentar os resultados das oficinas de avaliação da implantação da CIPESC em Curitiba. Metodologia: Estabeleceram-se 9 encontros, com participação total de 109 enfermeiros, conduzidos por 2 facilitadores. O ponto de partida foi a pergunta: “como está sendo a sua experiência com o uso do prontuário – CIPESC?”; o grupo elencou facilidades e limitantes do trabalho, propuseram formas de superação e potencialização. Os relatos e a produção escrita foram organizados, agrupados nas categorias: Sistematização da assistência/consulta de enfermagem; diagnóstico de enfermagem; intervenção de enfermagem; organização do trabalho/trabalho do enfermeiro; estrutura física e material e por fim foram reunidas as estratégias de superação e potencialização por semelhança. Resultados: Oferecem subsídios para identificação das fortalezas e dificuldades da implantação da CIPESC, proporciona reflexão coletiva do trabalho do enfermeiro com o uso de um instrumento de trabalho inovador. Verificamos contradições expostas nas falas dos enfermeiros, entre elas: o pouco uso da SAE como rotina de trabalho X a utilização da SAE possibilitando o redirecionamento e monitoramento do trabalho do enfermeiro; falta de opções de diagnósticos X existência de diagnóstico que abrangem a realidade; intervenções parecidas e/ou repetitivas X intervenções que possibilitam auxílio à assistência, servindo como check-list; a pressão da demanda que reflete na dificuldade de organização da agenda de atendimento X reconhecimento do trabalho assistencial do enfermeiro pela equipe e usuários. Discutir sobre os facilitadores e os limitantes do uso de uma linguagem classificatória oportunizou uma troca de experiências e reflexão dos envolvidos sobre suas práticas.
Correspondência para: Marcia Regina Cubas, e-mail: m.cubas@pucpr.br
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