Goiânia, 07 de novembro de 2005.

PLANEJAMENTO EM SAÚDE EM UMA ENFERMARIA HOSPITALAR

Danize Gasparotto Castilho

Lígia Georgeti Silva

Sueli Moreira Pirolo

Lílian Galetti Marcon

Laura Amaro Theodoro

Márcia Helena Rodrigues

Um dos desempenhos dos alunos da 4ª série do curso de Enfermagem é desenvolver um planejamento em saúde na Unidade de estágio hospitalar denominado EABP (Exercício de Avaliação Baseado em Problemas). Este fora realizado em uma Unidade de internação de alta rotatividade que presta cuidados a indivíduos adultos em geral, em situação de urgência e emergência, em terapêutica clínica e cirúrgica. O Planejamento em Saúde constitui um método de eleição para planejamento a nível local, é simples e criativo e objetiva facilitar um plano de ações a partir de demandas, orienta-nos na busca de meios e estratégias para que possamos analisar as causas e conseqüências dos problemas, definir metas desejadas contribuindo para a modificação da realidade e posterior análise dos resultados obtidos. Diante da observação dos fatos, realização do estágio, vivencia da dinâmica de trabalho e dados obtidos do Núcleo Técnico de Informática (NTI) pudemos realizar a caracterização dos indivíduos internados na enfermaria no ano de 2004. O perfil demográfico e de morbi-mortalidade da Unidade elaborados foi apresentado para a equipe de saúde em rápidos espaços de discussões organizados durante os diferentes plantões, nos quais todos puderam refletir e expor suas opiniões, contribuindo assim para o levantamento dos problemas que estivessem dentro da governabilidade dos atores envolvidos no planejamento. Para selecionar o problema foi realizado um questionário com todos os problemas levantados nas discussões, sendo entregue para todos os atores envolvidos para que estes identificassem os problemas mais relevantes através de uma escala de prioridades, considerando que os valores e interesses em modificação do problema são escolhidos de forma subjetiva e individualizada. A seleção foi a Ausência de Educação Continuada na Instituição e Educação Permanente nas enfermarias. Como causas desta problemática pontuamos que a Instituição não possui serviço de Educação Continuada/Permanente o que favorece a não realização de ações educativas; o processo de trabalho da Unidade não está organizado de modo a contemplar ações educativas referentes à assistência prestada promovendo a fragmentação da mesma, sem espaços de reflexão da prática. E como conseqüências fica evidenciado: a qualidade da assistência de enfermagem fica comprometida; média de permanência elevada; surgem novas complicações à saúde do paciente; aumento do custo de internação e índice de infecção acima do esperado. Durante as discuss

Correspondência para: Danize Gasparotto Castilho, e-mail: danize@famema.br