USO DA ABORDAGEM SINDRÔMICA PARA TRATAMENTO DAS DST EM UBS DE GOIÂNIA
Dinamar Ribeiro do Espírito Santo
Simone Silva Martins
Maria Eliane Liégio Matão
Ana Maria de Oliveira
Fernanda Guilarducci Pereira
Rosilene Lara dos Santos Guimaraes
O interesse dos gestores públicos e profissionais de saúde na implementação de ações voltadas ao controle das DST foi renovado com o surgimento do HIVAids, devido à associação entre ambos. O Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde (MS) adotou a abordagem sindrômica, com estratégia para avaliação e tratamento das DST a partir de 1993. É um processo planejado para ajudar os profissionais de saúde a tratar as síndromes específicas de forma abrangente e eficaz. Identificar o tratamento oferecido aos portadores de DST usuários das UBS em Goiânia no ano 2003. Estudo descritivo com abordagem quantitativa, cujos dados foram obtidos junto ao SINAN, Coordenação municipal de DST/Aids e UBS de Goiânia referência para os agravos. A análise realizada pelo programa EPI-INFO, v. 6. 4. Observaram-se inúmeras divergências entre as informações contidas no SINAN, na Coordenação municipal de DST/Aids e nos registros existentes nas UBS relativos ao período estudado. O maior número de casos registrados ocorre entre adolescentes e adultos jovens, com predomínio do sexo feminino. Verificou-se número elevado de variáveis contidas na ficha de notificação com registro na categoria ignorado. Dos tratamentos adotados, a maioria (73,2%) segue a terapia preconizada pelo MS. Há a existência de uma parcela (24,6%) de tratamentos divergentes quanto à posologia prescrita e poucos (2,2%) enquadram-se como inadequados. Fica evidenciado, mais uma vez, o início precoce da atividade sexual e a maior susceptibilidade das mulheres às DST. No que se refere à Abordagem Sindrômica quanto à opção medicamentosa, é possível afirmar que nas UBS de referência para o tratamento das DST em Goiânia a estratégia preconizada pelo MS tem sido relativamente adotada. Não possível concluir quanto à adoção da estratégia de modo integral, visto que de todos os itens da estratégia, somente o tratamento medicamentoso foi objeto de estudo. O hiato entre os serviços possibilita questionamentos acerca da nas ações de vigilância epidemiológica no município.
Correspondência para: Maria Eliane Liégio Matão, e-mail: liegio@ih.com.br |