CONDIÇÕES DE SAÚDE DOS IDOSOS DE UMA COMUNIDADE DE GOIÂNIA-GO
Daniella Pires Nunes
Débora Moura de Jesus
Adélia Yaeko Kyosen Nakatani
Maria Aparecida Araújo
INTRODUÇÃO: Com o crescimento da população de idosos nos países desenvolvidos, e agora, nos países em desenvolvimento, como o Brasil, há a necessidade de se conhecer as doenças prevalentes nesses indivíduos, a fim de melhorar a qualidade de vida dos mesmos. OBJETIVO: Analisar o perfil demográfico e socioeconômico e as condições de saúde referidas pelos idosos atendidos por uma equipe de saúde da família. METODOLOGIA: Trata-se de pesquisa descritiva exploratória, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, da Universidade Federal de Goiás (UFG). A população foi constituída pelos idosos com idade igual ou superior a 60 anos, pertencentes à área de abrangência de uma equipe de Programa de Saúde da Família (PSF) coberta por Agente Comunitário de Saúde (ACS), do Distrito Sanitário Leste do Município de Goiânia. A coleta de dados ocorreu no período de janeiro a abril de 2005, os idosos foram devidamente esclarecidos sobre a pesquisa e assinaram o termo de consentimento para sua participação. O instrumento da coleta continha dados sobre o perfil sócio-econômico e demográfico e condições de saúde dos idosos. Os dados foram tabulados e analisados utilizando estatística descritiva. RESULTADOS: Dos 80 participantes, 56,3% eram do sexo feminino e 43,7% do masculino. A maioria (67,5%) tinha idade entre 60 a 69 anos, era casada (61,3%), de religião católica (53,7%). Metade dessa população era aposentada e 27,5% ainda trabalhavam. A renda predominante era de um salário mínimo e apenas um idoso referiu ganhar mais de três salários. Identificamos que 45% de idosos possuíam de um a três anos de escolaridade e 32,5% sem nenhuma escolarização. Todos os entrevistados possuíam casa própria e 83,7% viviam com a família (cônjuge, filhos, netos). Encontramos 77,5% de idosos sedentários. 82,5% dos idosos tinham dificuldade visual e 27,5% não apresentavam problema auditivo. A maioria (81,3%) referiu doença, com maior prevalência a cardiovascular/cerebrovascular (35%) e 35% referiram patologias associadas. As mulheres referiram mais problemas de saúde em relação aos homens. Trata de uma população com baixo poder socioeconômico e com pouca escolaridade e portadores de doenças crônicas. CONCLUSÃO: O estudo mostrou um perfil de idosos que dependem do Sistema Único de Saúde e que necessitam de medidas de promoção à saúde, de tratamento e prevenção de agravos, principalmente, relacionados às doenças cardiovasculares, para melhoria da qualidade de vida dos mesmos.
Correspondência para: Daniella Pires Nunes, e-mail: dpiresnunes@yahoo.com.br |