ESTUDANTE DE ENFERMAGEM FRENTE À VIOLÊNCIA SEXUAL INFANTO-JUVENIL
Simone de Deus Anzoategui
Cristina Nunes Luz
Ednéia Albino Nunes Cerchiari
3maria Selma Silveira Rodrigues Borges
Veridiana Lopes Pereira
Leile Fernandes Silvério
INTRODUÇÃO: Os casos de violência sexual contra crianças e adolescentes vêm aumentando nos últimos dias. Pessoas experientes procuram justificar estas violências, mas às vezes esquecem de como esses jovens estão psicologicamente (REGINA 2000). Além das vitimas, suas famílias também sofrem grandes abalos pelo ocorrido conforme visto nos encontros do “Programa Sentinela”. Assim considera-se relevante à observação dos fatos e relatos feitos pelos pais para que os acadêmicos de enfermagem e a sociedade em geral possam tomar conhecimento de como o abuso ou a exploração sexual prejudicam a saúde mental e a qualidade de vida dessas pessoas. OBJETIVO: Proporcionar a comunidade acadêmica um olhar em relação ao “Programa Sentinela” e as famílias atendidas, buscando relatar as dificuldades encontradas por estes e a importância de uma equipe multidisciplinar. METODOLOGIA: Encontros realizados bimestralmente, aos sábados das 17:00 às 19:00 horas, nos meses de abril, junho e agosto de 2005, através método terapêutico psicodramático. Os encontros aconteceram no Centro de Referência do “Programa Sentinela”, com a participação dos pais das crianças e adolescentes vítimas, acompanhados por uma equipe multidisciplinar incluindo duas acadêmicas do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Durante as reuniões, as acadêmicas, participaram ativamente das dinâmicas procurando interagir com o grupo. RESULTADOS: Observou-se que a maioria dos pais possui angustias em comum, geralmente relacionadas com o agressor de seus filhos. Deve-se lembrar que nem todas as famílias presentes tiveram filhos que foram abusados através do contato físico. Muitos sofreram a tentativa da violência sexual. Ainda assim todos se encontram prejudicados tanto no âmbito da saúde mental quanto no social. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Essa vivencia possibilitou o entendimento de que o papel do enfermeiro vai além dos hospitais. Este deve estar envolvido com todo e qualquer problema que atinja o bem-estar físico, psíquico e social da população. Percebeu-se ainda a importância de uma equipe multidisciplinar para o acompanhamento dessas famílias. Nota-se que ao passar dos encontros os pais vão perdendo a tensão e o nervosismo, propiciando um ambiente para desabafos, reflexões e discussões.
Correspondência para: Simone de Deus Anzoategui, e-mail: symonededeus@hotmail.com
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