Goiânia, 07 de novembro de 2005.

O SER DIABÉTICO PARA O IDOSO PORTADOR

Orcelia Pereira Sales

Marislei Brasileiro

Nilva Ribeiro do Nascimento

Goreth Sousa Martins

INTRODUÇÃO: A diabetes surge devido uma deficiência do pâncreas em produzir um hormônio chamado insulina. A presença dessa doença é um fator de risco adicional para o paciente idoso que freqüentemente está mais sujeito ao desenvolvimento de complicações. O interesse em pesquisar sobre esse assunto surgiu no decorrer das aulas de Processo de Cuidar. OBJETIVO: Analisar o conhecimento do ser diabético em idosos de 60 a 79 anos participantes do grupo da terceira idade de uma Unidade de Saúde em Goiânia. CAMINHO METODOLÓGICO: Pesquisa qualitativa onde entrevistamos homens e mulheres de uma Unidade de Saúde do grupo da terceira idade. Critérios de inclusão: serem idosos portadores de diabetes; concordarem em participar do estudo. Criamos um formulário esclarecedor para cumprir a portaria 196/96 com: informações sobre o estudo; condições de participação. Elaboramos roteiro com questões referentes ao modo como o idoso pensa e sente a respeito do diabetes. Anotamos do conteúdo global das falas: semelhanças, pontos em comuns e agrupamos em categorias. RESULTADOS: Aprendendo a conviver com a doença: “. . . eu convivo com ela e faço de conta que ela não existe e quando sinto alguma coisa eu tomo remédio, né!”(E1). “Eu sou consciente que a doença não tem cura, por isso procuro adequar-se a ela” (E2). “Ah, eu vivo tranqüila né, a gente tem que aceita a doença, fazer o quê?” (E3). Na convivência com a doença é importante a aprendizagem do autocuidar diário. Convivendo com os sinais e sintomas:“. . . eu sentia muita sede e urinava muito” (E1). “. . . eu bebia muita água e tinha que ser gelada e urinava bastante” (E3). “Os meus pés ficavam com feridas e não saravam” (E5). Esses sintomas são freqüentes e podem causar sérios riscos à vida do indivíduo. Conhecendo sobre a Alimentação: “. . . parei de comer doce e comida gordurosa. . . ” (E1). “. . . a diabetes não tem cura, mas pode ser controlada com uma alimentação balanceada”(E2) “A alimentação é um grande problema porque eu adoro doces e não posso come. . . ”(E3. Realizando exercícios físicos: “Eu faço caminhada todo dia, estou querendo fazer hidroginástica. . . ” (E1). “. . . faço caminhada todos os dias na parte da manhã” (E2). “. . . eu ando de bicicleta por 40 minutos pela manhã duas vezes diariamente. . . ” (E3). Os exercícios físicos são importantes, pois diminuem a glicemia melhorando a utilização de insulina e aumentando a captação de glicose nos músculos do corpo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Observamos que os sujeitos investigados possuem conhecime

Correspondência para: Orcelia Pereira Sales, e-mail: orcelia@bol.com.br