FATORES DE RISCO PARA ACIDENTES DOMÉSTICOS COM CRIANÇAS PRÉ-ESCOLARES
Danielle Teixeira Queiroz
Regiane Paiva de Lima
Bruna Filomena Correia Moreira
Darley Bispo Souza
Andrea Gomes Justino
Anna Yáskara Cavalcante Carvalho
Lorena Barbosa Ximenes
Dentre os agravos à saúde mais comuns que têm acometido às crianças no domicílio, destacam-se os acidentes, os quais podem ser considerados como uma das principais causas de morbi-mortalidade infantil não só no Brasil, como em todo o mundo. Estudos apontam que em média, dois terços de todos os acidentes com crianças ocorrem em casa, e a maioria poderia ter sido evitada. Logo, o estudo teve como objetivo verificar os principais fatores de risco no ambiente doméstico para quedas, cortes e queimaduras em crianças pré-escolares. Optou-se pelo estudo do tipo descritivo, que segundo Polit, Beck e Hungler (2004) tem como finalidade observar, classificar e descrever um fenômeno. A amostra foi constituída por 42 domicílios de crianças na fase pré-escolar, que se encontravam matriculadas em uma creche localizada no bairro Planalto Airton Senna, Fortaleza-CE. A coleta de dados foi realizada entre novembro e dezembro de 2004. Para a observação do ambiente utilizou-se um roteiro que identificava fatores de risco para a ocorrência de acidentes no ambiente domiciliar. É oportuno ressaltar que os princípios éticos e legais da pesquisa que envolve seres humanos, de acordo com a Resolução 196/96, foram respeitados. De acordo com os resultados, pode-se observar que o fator de risco para quedas mais presente foi o de janelas ou batentes sem grades de proteção, sendo identificado em 38 domicílios. Ainda, foi verificado em 32 domicílios que as crianças dormem em rede e em 28 casas, as crianças brincam em áreas molhadas que favorecem o escorregamento. Dentre os principais fatores de risco para cortes identificados, destacam-se: os objetos pontiagudos não são guardados em locais seguros, presentes em 33 domicílios; superfícies de madeiras mal polidas e com presença de pregos expostos em 27 e crianças caminham ou correm portando objetos pérfuro-cortantes, em 19. Quanto às queimaduras, pode-se constatar que as panelas estão ao alcance das crianças em 25 casas, e que as tomadas elétricas não são protegidas e estão ao alcance das crianças, também observado em 25 domicílios. Sendo assim, pode-se constatar que ao se trabalhar no contexto domiciliar, a enfermagem pode atuar favorecendo a mudança de um meio facilitador da ocorrência de agravos para um ambiente propício para o exercício de práticas de ações de educação em saúde com os familiares e com as próprias crianças, minimizando a ocorrência de acidentes e, conseqüentemente, elevando o nível de bem-estar da família como um todo.
Correspondência para: Danielle Teixeira Queiroz, e-mail: dteixeiraqueiroz@yahoo.com.br
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