PRÁTICA EDUCATIVA DA ENFERMAGEM: O ASPECTO CULTURAL DO SER CUIDADO
Regina Gema Santini Costenaro
Cláudia Zamberlan2
Hilda Maria Freitas Medeiros
Fernanda Beheregaray Cabral
A enfermagem vem sendo constituída ao longo de sua trajetória, por ser uma profissão que educa para a saúde, pois sua função está ligada à responsabilidade de educar, na percepção de que o ser humano necessita renovar seu conhecimento adaptando-se a novas situações, modificando comportamentos e atitudes. Saupe (1998), enfatiza que a enfermagem é uma profissão interligada a educação, pois o enfermeiro é um educador. Desta forma é necessário que o enfermeiro se conscientize da importância que desempenha, adaptando-se as tendências do momento atual, com responsabilidade de educar e na percepção de que o ser necessita aprender a mudar. Advogamos a idéia de que a educação em saúde tem essencialmente um comportamento cultural, destacando a as crenças e valores do homem nas situações de cuidado. Para delinear estas questões, enfatiza-se a importância do trabalho educativo com os acadêmicos que serão futuros educadores, vislumbrando o aspecto cultural do ser cuidado. Este estudo caracterizado como prática educativa reflexiva, a partir da relação do educador com os acadêmicos. Os sujeitos participantes foram às autoras deste estudo e os acadêmicos dos 1º, 3º e 4º semestres, durante as aulas teóricas realizadas no 1º semestre de 2005. O processo educativo é um elemento básico que vincula informações/experiências, consideradas atividades importantes num país em desenvolvimento, pois a educação é instrumento de transformação social em toda ação educativa, propiciando a renovação de hábitos, a aceitação de novos valores e estimula a criatividade. A enfermagem está diretamente ligada na responsabilidade de educar e na percepção de que o ser humano necessita aprender a mudar, se adaptar a novas situações, modificar comportamentos e atitudes obtendo uma saúde individual e coletiva de qualidade. Para ocorrerem estas mudanças é necessário o comprometimento das instituições educacionais, da família e da comunidade. Para Freire (1997) ensinar não é transmitir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua própria produção. Assim, o ser humano é o único ser que pode educar-se, pois possui competências para desenvolver seu crescimento educativo. Desta forma, percebemos através dos encontros que ser educador é criar condições favoráveis para que os acadêmicos realizem sua própria educação, seu trabalho e seu cuidado, os educadores não os educam, mas mostram os caminhos para que escolham a melhor maneira de realizar uma enfermagem voltada as necessidades dos usuários.
Correspondência para: Regina Gema Santini Costenaro, e-mail: regina@unifra.br;costenaros@brturbo.com |