MÉDICOS E ENFERMEIROS DO PSF: PERCEPÇÃO DA VISITA DOMICILIÁRIA
Jaqueline Caracas Barbosa
Adriana Brasil Bezerra Albuquerque
Danielle Teixeira Queiroz
Maria Solange A. Paiva Pinto
Maria Vaudelice Mota
Rita de Cacia Fajardo V. Lima
Sarah M. Fraxe Pessoa
A visita domiciliária é uma prática que vem sendo realizada desde os primórdios dos tempos. No velho testamento existem citações falando dessa prática, àquela época existia uma característica que era a falta de metodologia para o desempenho dessa atividade. O estudo tem como objetivo identificar o conhecimento e a percepção dos profissionais médicos e enfermeiros que atuam no programa de saúde da família acerca da prática de visita domiciliária, e como foi sua capacitação e educação continuada para essa prática. A pesquisa teve abordagem qualitativa, realizada em uma Unidade Básica de Saúde da Família - Fortaleza-CE, através de entrevista semi-estruturada e gravada pós-consentimento com cinco médicos e cinco enfermeiros. A análise dos dados ocorreu mediante construção de quatro categorias temáticas. A primeira categoria foi o Significado da visita domiciliária abordando os seguintes aspectos: Relacionamento com a família/conhecimento do contexto familiar, instrumento para captação de pacientes, prestar assistência a pacientes com dificuldade de ter acesso a UBASF. A segunda está relacionada com a percepção da Prática em VD que foi ressaltada como uma prática positiva e falta de planejamento. A terceira categoria foi a Capacitação em visita domiciliária que contemplou os seguintes aspectos: através de cursos de pós-graduação e sem capacitação específica. E a quarta e última relaciona-se com a Educação continuada em visita domiciliária que foi considerada como deficiente e inexistente. A prática da VD foi percebida nas falas dos entrevistados que esta atividade proporciona maior interação profissional/paciente/família, no entanto esta prática vem se direcionando para um aspecto curativo não priorizando a abordagem preventiva. Evidencia-se que a VD é uma prática positiva, mas que falta melhor planejamento, e também que a capacitação é uma dificuldade encontrada ainda nos dias atuais, evidenciado na realidade pela superficialidade nas capacitações ora oferecidas. Enfim ao final desse estudo ficou evidente que há necessidade de uma política de educação continuada voltada para essa atividade, bem como maior participação dos profissionais que a executam.
Correspondência para: Jaqueline Caracas Barbosa, e-mail: jcaracas@fortalnet.com.br
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