Goiânia, 07 de novembro de 2005.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A CRIANÇA NO BRASIL: REVISÃO DA LITERATURA

Maiara Kfouri

Rosimeire Cardoso da Silva

Sonia Maria Carneiro de Morais Franco

A violência contra a criança é notícia frequente nos meios de comunicação. De maneira geral, a violência mais cometida é a urbana, mais ligada à agressão pessoal, individual ou a criminalidade. O silêncio é a maior forma de violência, pois abafam dentro do lares os gritos de socorro, deixando de mãos atadas os orgãos que possuem armas para amenizar este sofrimento. Falar sobre a violência contra a criança é de extrema necessidade, pois se trata de um tema que nos últimos anos tem despertado interesse de diversas áreas de estudos e de vários profissionais. A violência acarreta danos ao desenvolvimento da criança, refletindo no seu comportamento e na sua maneira de se expressar. O trabalho tem como objetivo realizar uma revisão de literatura sobre a violência doméstica em crianças no Brasil. O levantamento bibliográfico foi realizado no mês de maio de 2005, através de pesquisa por via eletrônica consultando-se banco de dados LILACS (Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde); BDENF (Banco de Dados de Enfermagem); DEDALUS (Banco de Dados Bibliográficos da USP) e edições de livros textos que trazem conceitos sobre o assunto. Foram selecionados os artigos de interesse e os publicados nos últimos cinco anos. Os tipos de violência mais acometidos contra a criança são maus-tratos, abandono, negligência, abuso psicológico e sexual, sendo que muito se deve às profundas desigualdades na distribuição da riqueza social. Os fatores de risco associados ao agressor são distúrbios psicológicos, depressão, doenças psiquiátricas, ansiedade, alcoolismo, dentre outros. Após a realização desta revisão bibliográfica, acreditamos que é necessário respeitar a individualidade do ser humano acreditando em suas potencialidades, e para que as crianças tenham seus direitos levados a sério é preciso incentivar sua inserção e participação no mundo, percebendo-a como cidadão capaz de construir sua autonomia. É necessário um maior envolvimento, não só dos orgãos públicos, bem como da sociedade e dos profissionais de saúde, que muitas vezes atendem essas crianças e se omitem deixando de procurar os orgãos responsáveis para denunciar. Cabe a cada um de nós mudarmos a nossa prática de vida, enquanto profissionais e cidadãos, para que posssamos realmente proteger crianças da nossa própria violência.

Correspondência para: Sonia Maria Carneiro de Morais Franco, e-mail: scarneiro@acif.com.br