Goiânia, 07 de novembro de 2005.

RELACIONAMENTO PAIS/FILHOS: UMA QUESTÃO DO CUIDAR EM ENFERMAGEM1

Regina Gema Santini Costenaro

Ana Paula Pillar2

Caroline Baisch

Sandra Regina Weber

Este ensaio reflexivo discute os conhecimentos ligados na área de comunicação entre, pais e filhos, dentro do contexto epistemológico da enfermagem. É um artigo científico apresentado ao Grupo de Estudos e Pesquisas em Enfermagem Cuidando, Confortando, Educando (GEPECE). Está atrelada a um projeto maior de pesquisa-ação que envolve a saúde na escola, o qual subsidiou esta problemática. Os dados preocupantes dos relacionamentos pais e filhos estão ligados à falta de comunicação nos diversos assuntos, entre eles, sexualidade, tabus, preconceitos, medos e vergonhas, relacionados ao esclarecimento de dúvidas sobre a vivência sexual, uso de métodos contraceptivos, angústias e inseguranças nos relacionamentos familiares e prevenção da gravidez na adolescência. Também, através dos idos históricos, se nota a complexidade dos relacionamentos pais e filhos, pois esses estão embasados num contexto social e histórico. -se, também, com este estudo a ampliação dos horizontes de saberes no contexto da atuação da enfermagem diante da importância da comunicação no relacionamento de pais e filhos para a melhoria da qualidade de vida dos mesmos, complementado o processo educacional pré-existente. Assim baseou-se nas idéias de Waldow(2005), Celich(2004), Silva(2003), Cury(2003), Carr-Gregg e Shale(2002), Costenaro(2001), Klaus e Kennel(1992), e outros, que consideram a comunicação imprescindível no cuidado terapêutico de enfermagem. A equipe multidisciplinar de saúde tem como base de seu trabalho as relações humanas, sendo importante o processo de comunicação. O ser humano ao comunicar-se com os outros, se descobre, se compreende, cresce em humanidade, buscando ser melhor e torna-se fator de transformação da realidade em que vive. Portanto, os problemas que envolvem essa temática somente serão amenizados se pais e filhos juntos abraçarem esta causa, fortalecendo uma vivência mais efetiva e saudável em todo ciclo evolutivo, utilizando formas facilitadoras da comunicação, as quais capacitam o desenvolvimento da sensibilidade. É de maneira crítica, humanizada, contínua e contextualizada que o profissional enfermeiro ampliará seus saberes, visando à qualidade de vida dos usuários. Desta forma a comunicação com os usuários é uma forma de consciência da responsabilidade bio-psico-socio-espiritual do fazer enfermagem, enfim, ninguém fica sem se comunicar, pois, palavras ou silêncio, sempre demonstram alguma mensagem, sendo fundamental no viver de cada ser humano.

Correspondência para: Regina Gema Santini Costenaro, e-mail: regina@unifra.br;costenaros@brturbo.com