PREVENÇÃO DE ÚLCERAS DE PRESSÃO EM PACIENTES DE TERAPIA INTENSIVA
Rusilânia Tozi Barbieri
Walckiria Garcia Romero
Com os avanços tecnológicos das últimas décadas, têm aumentado a sobrevida de pacientes hospitalizados em terapia intensiva. Devido à instabilidade orgânica e significativa limitação da mobilidade, os mesmos têm sido apresentados como indivíduos de risco para o desenvolvimento de úlceras de pressão. O interesse por desenvolver este estudo, foi a observação sobre a formação de úlcera de pressão em pacientes críticos hospitalizados, o que acarretavam complicações. O objetivo do estudo é compreender as práticas utilizadas pela equipe de enfermagem na prevenção de úlceras de pressão em pacientes de terapia intensiva e após, identificar e discutir as maneiras de prevenção utilizadas pela equipe de enfermagem, especificar os fatores de risco associados ao desenvolvimento, explorá-los através de um processo de educação permanente para a equipe e elaborar um protocolo de avaliação para quantificar o risco de desenvolvimento de úlceras de pressão, podendo orientar a equipe para um cuidado preventivo e individualizado de cada paciente, melhorando a qualidade da assistência de enfermagem. Trata-se de um estudo descritivo-exploratório, dedutivo, caracterizado por uma abordagem qualitativa, que foi desenvolvido através de uma pesquisa de campo, tendo como cenários três instituições hospitalares do Estado do Espírito Santo, compreendendo uma de caráter filantrópico, uma pública e uma da rede privada, e foi desenvolvido com uma amostra de 30% da equipe de enfermagem de cada instituição, que atuam em terapia intensiva. A coleta de material necessário ao estudo, foi realizada nos meses de junho e julho de 2004, utilizando entrevista semi-estruturada e participação observativa. Dentre as práticas utilizadas na prevenção de úlceras de pressão, o fator mais citado, correspondendo a uma freqüência de 30% de citações, é a realização da mudança de decúbito, porém a utilização deste cuidado torna-se inadequado quando relacionado aos recursos humanos disponíveis. Sendo assim, quando há por vários fatores redução da quantidade de profissionais que compõem a equipe de enfermagem, ocorre uma sobrecarga nos procedimentos que devem ser realizados, contribuindo de forma direta para uma queda na qualidade da assistência, tornando um fator de risco para o desenvolvimento. Também foi constatado que a ausência ou a insuficiência quantitativa e qualitativa de recursos materiais interferem diretamente na qualidade da assistência, evidenciando os prejuízos aos pacientes e aos profissionais.
Correspondência para: Walckiria Garcia Romero, e-mail:
walckiriagr@uol.com.br
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