Goiânia, 07 de novembro de 2005.

ASSISTÊNCIA AO PACIENTE EM FASE TERMINAL

Priscila Ceballos Oliveira

Andreia Aparecida Santana

Roseléia Maia Santana

Jurema Ribeiro Luiz Gonçalves

INTRODUÇÃO: Como alunos do curso de enfermagem, durante o desenvolvimento de nossas atividades de ensino clínico, em um hospital do interior de São Paulo, tivemos a oportunidade de assistir um paciente em fase terminal e que necessitava de cuidados. Essa experiência levou a vivência de sentimentos de medo e ansiedade, no que tange ao desenvolvimento da assistência ao cliente, que exige cuidados específicos e ao familiar. Para Leite e Vila (2005), em um estudo realizado com equipe multiprofissional de uma unidade terapia intensiva, os autores caracterizaram como uma das dificuldades, lidar com a situação fim da vida e oferecer suporte a família. Os autores concluíram que o despreparo dos profissionais dificulta a atuação da equipe, ocasionando stresse, ansiedade. OBJETIVO: Relatar a experiência de prestar assistência ao doente em fase terminal. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência que descreve os sentimentos de assistir um doente em fase terminal. RESULTADOS: Dos sete alunos inseridos no campo de ensino clínico, três prestaram assistência ao doente terminal. Para Taylor (1995), a “morte é uma inevitabilidade e que as pessoas moribundas têm direito a serem tratadas de forma humana”. Dessa forma é impossível impedir tal fato, uma vez que mesmo com o desenvolvimento da tecnologia médica que prolonga a vida, não somos capazes de evitar a morte. Tal situação contribui para a crença inconsciente da equipe que a morte ocorre quando a mesma falha, ocasionando dúvidas sobre o esforço máximo da equipe (TAYLOR, 1995). Para o grupo de alunos, a vivência da morte trouxe os sentimentos de despreparo e insegurança em lidar com o final da vida. Para Taylor (1995), a equipe sente-se impotente, tornando-se crítica sobre suas atitudes e assistência. Para as autoras, o enfermeiro deve possibilitar que essa interface da vida seja amenizada, para que tanto a família e o doente atinjam uma resolução satisfatória desse momento. Valsecchi e Nogueira (2002) referem que muitas vezes os profissionais que assistem o moribundo mostra-se tristes e ansiosos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Vivenciar tal experiência possibilitou-nos a refletir sobre a nossa falibilidade como seres humanos e profissionais. Acreditamos que o enfermeiro seja um profissional que tem potencial para amenizar esse vivenciar possibilitando ao doente e a família apoio e conforto. Porém, para alcançarmos essa meta, é de suma importância a capacitação do profissional bem como suporte psicológico.

Correspondência para: Priscila Ceballos Oliveira, e-mail: geratec@ig.com.br