Goiânia, 07 de novembro de 2005.

PORQUE CUIDAR DAS COMPLICAÇÕES COM O PÉ DIABÉTICO

Vera Lucia de Castro Perisse

Rosemere Ferreira Santana

Cristiane Duarte da Silva

Carolina de Mendonça Coutinho e Silva

Os custos diretos e indiretos com a Diabetes Mellitus atingem US$ 98 bilhões de pessoas anualmente nos EUA (American Diabetes Association). Cerca de 60 a 70% dos diabéticos podem vir a ter formas moderadas ou severas de neuropatia, que é a perda de sensibilidade plantar. Programas educacionais podem reduzir em 45 a 85% o número de amputações e o risco de grandes amputações é 15 vezes maior em diabéticos, nos quais 5 em cada 6 amputações não traumáticas são realizadas. Somente no município do Rio de Janeiro (2000) as amputações por complicações diabéticas chegam a 73% das amputações de MMII das quais 59,3% são entre 60 e 79 anos, 48% ao nível da coxa, 25% ao nível dos artelhos, 15% ao nível do pé e 11,6% ao nível da perna. Para o atendimento integral a este cliente diabético com complicações nos pés, é que o Pólo do Pé Diabético do Hospital da Lagoa se estrutura no atendimento de referência e contra-referência do Sistema Único de Saúde a nível secundário e terciário no Município do Rio de Janeiro. Este contém atendimento de equipe multi-profissional com enfermeiros e técnicos de enfermagem dando orientação quanto aos cuidados preventivos com os pés e quanto à higiene e aos curativos adequados. O objetivo deste trabalho é caracterizar a clientela atendida pela equipe de enfermagem, e identificar as principais intervenções oferecidas durante a execução do processo de enfermagem. A pesquisa é do tipo exploratório descritiva, a coleta de dados foi realizada através do instrumento de consulta de enfermagem no período de Maio a Julho de 2005 e os dados foram analisados por estatística descritiva simples. Através do instrumento de análise do Histórico de Enfermagem que contém dados dos clientes e seus exames, os principais diagnósticos encontrados foram risco de prejuízo da integridade da pele relacionado à imobilidade e falta de sensibilidade; os sinais e os riscos de complicações e a educação permanente sobre o diabetes e medo relacionado ao risco das complicações potenciais. Quanto ao planejamento, as principais metas são obter manutenção da integridade da pele; melhoraria da condição nutricional; capacidade do desempenho das habilidades de auto-cuidado e capacidade do estabelecimento de cuidados preventivos de complicações. Podemos, então, concluir a necessidade da enfermagem mesmo que num serviço especifico tenha a sensibilidade para o cuidado integral e esteja apta a olhar além do Pé Diabético. Portanto o individuo deve ser visto como um todo e n

Correspondência para: Vera Lucia de Castro Perisse, e-mail: veraperisse@ig.com.br