Goiânia, 07 de novembro de 2005.

CONSULTA DE ENFERMAGEM NO AMBULATÓRIO DE SÍNDROME DE DOWN – UFPR

Jenifer Sionara Góes da Silva

Milena Balsanelli

Rosy Eliana Sáez

Introdução: Ao pensar na Consulta de Enfermagem temos a idéia de um ato sistematizado, no qual existem passos a seguir para chegarmos a um determinado objetivo, seja ele, melhor conhecer o Paciente (Pcte) / Cliente (neste momento chamado de Pcte) – Família, detectar uma moléstia orientá-lo ou tantos outros. Atendendo o Ambulatório de Síndrome de Down – SD e tentando seguir um modelo de Consulta neste caso específico, não é efetivo. Não se pode esquecer que a SD não é passageira, e que mesmo sendo uma afecção pessoal, ela afeta todo o núcleo familiar, seja, na sua dinâmica, comportamentos, rotinas, entre outras. Perceber este diferencial tem sido extremamente enriquecedor, levando a compreensão de tratar cada Pcte/Família como única respeitando sua individualidade, suas características e fugir do protótipo ao qual as características físicas da SD nos induzem: pensar que, as crianças com SD são todas iguais. Objetivo: Dar um novo enfoque a consulta de enfermagem em genética, neste caso atendendo ao afetado pela SD e sua família, visando reforçar os laços de confiança Enfermeiro/Pcte – Família, na busca de uma melhor qualidade de vida. Metodologia: revisão bibliográfica, experiência profissional. Resultados: Este estudo mostra que na consulta de enfermagem neste ambulatório é de extrema importância que o profissional tenha CONHECIMENTO DE CAUSA. NÃO TENHA PRESSA. SAIBA COMPARTILHAR, INCENTIVAR e ELOGIAR. Considerações Finais: Esta forma de abordagem atendendo as necessidades, dúvidas e preocupações de forma descontraída e despreocupada, mas dedicada e com embasamento científico nos leva a identificar situações de retrocesso/progresso nos avanços da criança ou até aos indícios de uma desestruturação familiar, sinais estes que nos levam a dar um novo enfoque a esta consulta, um alerta que deve ser compartilhado com a equipe interdisciplinar envolvida neste atendimento, assim como reforçar a confiança do Pcte/Família no enfermeiro o que resulta em qualidade de vida do afetado e a conquista de desafios que nos levam a resultados muitas vezes além do esperado.

Correspondência para: Rosy Eliana Sáez, e-mail: rosyesaez@yahoo.com.br