Goiânia, 07 de novembro de 2005.

EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE EM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA

Elisângela Guimarães Soares

Solange Andrade Avelar

A assistência de Enfermagem não se restringe ao fazer por, mas orientar a, encaminhar para, acompanhar, observar e, principalmente, transformar o paciente em um colaborador na terapia adotada, seja ela qual for. Em se tratando de educação para a saúde, orientar, em essência, não é o suficiente. O paciente precisa entender o seu papel enquanto sujeito, não sendo apenas receptor de cuidados. Entende-se que, a partir do momento em que o cliente tem conhecimento sobre sua patologia e o que pode fazer para minimizar ou reduzir agravos, diminui sua ansiedade e o medo e, por conseguinte, o estresse gerado com as recidivas, tornando-o mais colaborativo e disposto a aderir à terapia proposta: desde aquela medicamentosa até a mudança dos hábitos de vida. Assim, realizou-se um estudo investigativo, descritivo, com o objetivo de identificar se os Enfermeiros de uma Instituição pública de pequeno porte promovem educação para a saúde junto aos pacientes portadores de Insuficiência Cardíaca, no período de internação. A amostra compôs-se de 12 Enfermeiros Assistenciais. Os resultados indicam que a educação para a saúde não é praxis na Instituição, sendo realizada por menos de 42% dos Enfermeiros e, com maior freqüência, por aqueles com mais de 16 anos de profissão. Em geral, estes abordam temas como mudanças nos hábitos de vida, importância do tratamento, mais especificamente quanto à alimentação, mas não se sabe quais os métodos utilizados para este repasse de informações, qual o tempo dispensado nesta atividade ou em quais condições a mesma é realizada. Para 65% dos pacientes atendidos nesta instituição, o tempo médio de internação é de 4 dias. Considerando-se a educação para a saúde como instrumento para minimização de agravos e recidivas, se a mesma fosse efetivada, poder-se-ia obter valores mais expressivos, ou seja, fazer os 35,0% restantes, que ficam internados por um tempo superior a este, aproxime-se progressivamente do tempo mínimo de internação. De posse de tais informações, pode-se concluir que para desenvolver uma assistência de Enfermagem eficaz, adequada a cada cliente, faz-se necessário aprimorar e investir em ações de educação para a saúde que permitam ao Enfermeiro ser, além de cuidador, um agente educador e transformador, saído dos moldes de saúde simplesmente curativa para aquele que prime pela prevenção e redução dos agravos. Trabalho financiado pela Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).

Correspondência para: Elisângela Guimarães Soares, e-mail: lisaguimaso@yahoo.com.br