Goiânia, 07 de novembro de 2005.

OPINIÃO DOS GRADUANDOS DE ENFERMAGEM SOBRE DOAÇÃO DE SANGUE

Sandra Helena dos Santos Mello

Lenir Honorio Soares

Lucrécia Bassani Sanches

Maria da Penha Oliveira da Silva

INTRODUÇÃO: O sangue que salva vida, é aquele que está no hemocentro, preparado, examinado, classificado e pronto para o uso. Freqüentemente os bancos de sangue se deparam com estoques críticos, sendo obrigados a suspender ou transferir cirurgias colocando em risco a vida de pacientes. A doação de sangue é sempre gratuita e voluntária, não causa nenhum problema ao doador, pois é rigorosamente controlada, e a pessoa que doa goza de alguns benefícios como a realização de vários exames. Neste contexto a inquietação referente a opinião dos graduandos de enfermagem, nos indicou o nível de conhecimentos daqueles que num futuro próximo, poderão vivenciar esta situação ao lado de pacientes necessitados deste ato voluntário tão importante a “doação de sangue”. Este estudo teve como objetivo: Avaliar o conhecimento dos graduando de enfermagem quanto à doação de sangue. CASUÍSTICA E MÉTODOS: trata-se de um survey descritivo/exploratório. A amostra constitui-se de 500 alunos, do curso de graduação em enfermagem da Universidade Bandeirantes de São Paulo(UNIBAN), do 1º ao 4 º ano. O instrumento de coleta de dados contém os dados de identificação e 15 questões fechadas sobre o assunto. RESULTADOS: A maioria dos participantes tinham entre 20 e 30 anos (72,0%), e eram do sexo feminino (83,0%). A maioria (79,3%) responderam que nunca tinham doado sangue, somente (38,5%) responderam que aceitaria ser um doador voluntário, quanto aos conhecimentos sobre os impedimentos para a doação (79,1%) responderam que se tivesse feito uma tatuagem há menos de 1 ano não poderiam ser doador, (63,0%) responderam que quem está fazendo algum tipo de dieta não pode ser doador, (65,0%) responderam que quem faz acupuntura também não pode doar, (51,3%), não sabiam responder se durante o período menstrual pode-se doar sangue, quanto ao uso de medicações (52,8%) responderam que depende do tipo da medicação pode ou não ser doador e quanto ao tempo que o organismo leva para repor o sangue doado (54,0%) responderam que leva de 4 a 6 meses. O presente estudo teve como conclusão que mesmos os futuros profissionais da área de saúde, ainda tem algum tipo de preconceito sobre a doação de sangue, e quanto ao nível de conhecimentos este se mostrou insuficientes. Considera-se que o ensino sobre o tema deva ter mais ênfase, para melhor conhecimento, reflexão, e a conscientização da importância deste ato humano, para sobrevivência de muitas pessoas.

Correspondência para: Lenir Honorio Soares, e-mail: lenir.soares@terra.com.br