Goiânia, 07 de novembro de 2005.

MALÁRIA: ESTUDO DE CASOS NA IHA DE COTIJUBA, BELÉM, PARÁ - BRASIL

Maria de Fátima Pinheiro Carrera

A ilha de Cotijuba vem nos últimos tempos apresentando altos índices de casos de malária em decorrência da devastação para construção de habitações, o que contribui para o surgimento de novos criadouros, favorecendo contato o vetor - homem. Considerando estas questões, este estudo, objetivou avaliar diferentes aspectos envolvidos no adoecimento e tratamento da malária. Foi realizado um estudo de casos em cinquenta pacientes diagnosticados. Os resultados foram os seguintes: a incidência de malária foi em ambos os sexos, com predomínio para o sexo masculino (58%), a faixa etária mais acometidafoi entre indivíduos entre 18 e 28 anos. As donas de casas foram as mais acometidas (32%). A população residente no período de 1 a 10 anos foi a mais acometida (36%). As más condições de moradia e a falta de saneamento básico contribuem significantemente para o aumento do número de casos. A maior frequência em indivíduos da população investigada teve intervalo transcorrido entre os primeiros sintomas e o diagnóstico entre 0 a 3 dias. Na população investigada a maior frequência dos atendimentos aos indivíduos acometidos pela malária foi no domícilio (64%). A maioria dos participantes não tem conhecimento dos hábitos do mosquito e das medidas de prevenção para a doença. O Plasmodium vivax foi diagnosticado em todos os pacientes. Portanto, os casos de malária são causados pelo Plasmodium vivax.

Correspondência para: Maria de Fátima Pinheiro Carrera, e-mail: dst.aids@sespa.pa.gov.br