Goiânia, 07 de novembro de 2005.

CURRÍCULOS POR COMPETÊNCIAS –RELATO DE EXPERIÊNCIA

Isabel Cristina Adão Schiavon

Vanda Alberto Calapristi

O exercício profissional de atividades de nível técnico vem sofrendo grande mutação. Ao técnico formado com base nas diretrizes curriculares apoiadas no Parecer CFE (Conselho Federal de Educação) nº 45/72 era exigido, predominantemente, formação específica. Em geral, um técnico não precisaria transitar por setor diverso do de sua formação, mesmo que pertencesse à mesma área profissional. Esse profissional já não se insere em nosso momento atual. O mundo do trabalho está se alterando contínua e profundamente, pressupondo a superação das qualificações restritas às exigências de postos delimitados, determinando a emergência de um novo modelo de educação profissional, centrado em competência por área. Entendendo que a competência não é apenas saber como acúmulo de conhecimentos no nível da memorização, mas saber aplicar no cotidiano do trabalho aquilo que aprendeu na teoria e na prática. A competência inclui, ainda, a decisão e a ação em situações que podem ser consideradas imprevistas, o que requerem experiências anteriores de vida e de conhecimento. Trata-se de um estudo descritivo de caso, cujo objetivo foi discutir a importância do projeto pedagógico baseado no modelo por competências para a formação do técnico de enfermagem enquanto profissional participante da ação assistencial dos serviços de saúde, inserido em um contexto social, político e econômico de mudanças e novas exigências, a partir do modelo de “currículo por competências”, adotado pela Escola Kep Kennedy em Campinas – SP. Optou-se pela linha qualitativa e exploratória, caracterizada por questionários, registros de professor/ pesquisador e dos alunos, planos de aula, fichas de avaliações diárias, entrevistas semi-estruturadas, relato de observações, fichas de avaliação dos alunos e listagem das competências formuladas pela escola para o técnico de enfermagem. Os resultados obtidos indicaram que a educação assim concebida necessita que sejam colocados em ação conhecimentos, habilidades e valores para que as atividades sejam desenvolvidas com eficácia e eficiência, necessitando que o enfoque tradicional da educação profissional seja mudado, abandonando o modelo centrado no treinamento operacional e na preparação para a execução de tarefas.

Correspondência para: Isabel Cristina Adão Schiavon, e-mail: isabelsch@ig.com.br