Goiânia, 07 de novembro de 2005.

ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM COM FISSURADO EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE ARACAJU

Ana Gleice Teles de Jesus

Maria do Carmo de Oliveira Ribeiro

Edileide Aragão Santos

Mª Auxiladora Menezes Santos

Ronaldo Nunes dos Santos

Valdilene Santos Andrade

INTRODUÇÃO - O lábio leporino constitui um problema de saúde pública. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a ocorrência no Brasil é de um fissurado para cada 650 nascimentos. A mortalidade atinge cerca de 10% a 20% no primeiro ano de vida. . A origem das malformações congênitas ainda não são bem definidas, acredita-se que suas estejam relacionadas a fatores genéticos, doenças congênitas (sífilis, rubéola, taxoplasmose), má alimentação durante a gestação, infecções virais, estresse, tabaco e álcool. A correção cirúrgica do lábio-leporino pode ser realizada a partir do 3º mês de vida e quanto mais precoce for o diagnóstico e tratamento, mais rápida será a recuperação do cliente. Este estudo tem como OBJETIVO - Observar a assistência de enfermagem prestada ao cliente fissurado em um Centro Especializado no tratamento de lábio e palato. METODOLOGIA - Este é um estudo observacional descritivo. Foram realizadas coletas de dados semanalmente durante o período março a abril de 2004. Utilizou-se como instrumento de coleta de dados um questionário com perguntas abertas e fechadas que foi aplicado a equipe de enfermagem. A amostra foi composta por uma enfermeira, cinco técnicos e quatro auxiliares de enfermagem Os dados coletados foram agrupados e tabulados por semelhanças. RESULTADOS - Com relação a capacitação no tratamento ao cliente fissurado, 100%(10) dos entrevistados informaram não ter realizado curso; 60% (6) alegaram ter recebido treinamento sobre amamentação do fissurado e 40% (4) não receberam; Quanto a importância da amamentação, 60% (6) orientavam as genitoras e 40% (4) não orientavam; somente 10% (1) dos entrevistados realizam higiene no pré-operatório do lábio-leporino; 30% (3) reconhecem sinais e sintomas de complicações pós-operatórias; em relação ao período pós-operatório somente 10% (1) dos entrevistados aferem sinais vitais e 30% (3) prestam cuidados higiênicos; 50% (5) disseram que gostavam da atividade que exercia, 30% (3) responderam que não e 20% (2) não quiseram opinar. CONCLUSÃO - A necessidade de cursos de capacitação sobre a assistência ao fissurado é primordial no centro, considerando que a clientela é estigmatizada e busca assistência especialidade e eficaz.

Correspondência para: Maria do Carmo de Oliveira Ribeiro, e-mail: enffer2@yahoo.com.br