Goiânia, 07 de novembro de 2005.

O SIGNIFICADO DA MORTE PARA ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM

Nen Nalu Alves das Mercês

Fabiane Ferraz

Luciana Martins da Rosa Àvila

Maria do Horto Fontoura Cartana

Marta Lenise do Prado

Sandra Marcia Soares Schmidt

Silvana Romagna Marcelino

Vânia Marli Schubert Backes

A morte tem sido discutida, vivenciada e analisada ao longo da história da humanidade. É um fato social, além do biológico, vai além da perda irreversível da totalidade funcional do cérebro e demais órgãos, da ausência total dos movimentos respiratórios ou do bombeamento do sangue pelo coração. A morte é a representação de um processo biológico e social, um estado do vir a ser, uma etapa do ciclo vital da natureza e conseqüentemente do Ser Humano. Tendo como objetivo conhecer o significado da morte para os acadêmicos de enfermagem. O estudo foi de caráter exploratório, numa abordagem qualitativa realizada numa Instituição de Ensino Superior, no Curso de Graduação em Enfermagem do Sul do Brasil. O grupo foi de 50 acadêmicos de enfermagem. A coleta de dados se realizou de 2004 a 2005, através de um questionário, com questões abertas. A Análise dos dados foi realizada pelo método de análise de conteúdo utilizando as etapas metodológicas proposta por Laurence Bardin. Os sujeitos estudados encontravam-se na faixa etária entre 20 a 37 anos. Foram levantadas as redes de significados: o processo de morte e morrer e a morte como finitude, construídas através da associação das categorias a cada fala e frase significativa. Os significados reportam ao acadêmico como: fim da vida, despedida, uma passagem para algo desconhecido, situação misteriosa, algo assustador, que leva ao sofrimento do acadêmico no enfrentamento da situação, algo difícil para se falar, sensação de impotência, choque frente a atitudes de desrespeito de alguns profissionais, não estar preparado para enfrentar o processo, medo, sensação de vazio. Os acadêmicos de enfermagem têm a representação da morte como um limite do fazer e estão pouco preparados para atuarem com a morte e o morrer. Os cursos de graduação precisam se instrumentalizar para preparar esses futuros profissionais a vencerem o medo que sentem, e aprenderem a cuidar dos pacientes que estão em eminência de morte com menos receio. O tabu da morte deve ser enfrentado na academia.

Correspondência para: Nen Nalu Alves das Mercês, e-mail: nennalu@univali.br