Goiânia, 07 de novembro de 2005.

EDUCAÇÃO PERMANENTE - TRABALHADORES DE SAÚDE FRENTE A DOR POR CÂNCER

Silvana Romagna Marcelino

Aline Oenning Baggio

Luciana Martins da Rosa Àvila

Marta Lenise do Prado

Michelli Peters

Nen Nalú Alves das Mercês

Sandra Marcia Soares Schmidt

Vânia Marli Schubert Backes

A Organização Mundial da Saúde estima que países em desenvolvimento apresentam um número elevado de casos de câncer e propõe que os recursos destinados a esta clientela estejam disponibilizados pelo Estado. No Brasil, o câncer é uma das principais causas de morte, pois a prevenção e a detecção precoce ainda encontram-se aquém da necessidade. Sabe-se também, que a dor por câncer atinge 50% dos pacientes durante todo o curso da doença e infelizmente a maior parte deles são subdiagnosticados e subtratados. Acredita-se que dentre os papéis desenvolvidos pelo enfermeiro o de educador na área da oncologia ocupa um espaço relevante. Neste sentido o presente trabalho tem como objetivo introduzir um processo de reflexão sobre dor por câncer com profissionais da área da enfermagem. O estudo trata de uma pesquisa de abordagem qualitativa na modalidade convergente assistencial proposta por Trentini e Paim, 2004. Verifica-se que o manejo da dor melhorou nos últimos anos. No entanto, ainda há muito para se fazer em relação a esta problemática. O foco do cuidado ao paciente com dor crônica é por meio da educação, priorizando discussões referentes ao controle dos sintomas em busca da melhoria da qualidade de vida especialmente em caso de doença avançada. Os dados foram apresentados e analisados com base no referencial teórico de Madeleine Leninger. Verificou-se que a enfermagem precisa repensar a sua prática, pois ainda estão presentes os seguintes mitos: a dor necessariamente faz parte do quadro clinico; a dor por câncer não é controlável, a analgesia atrapalha o diagnóstico, o uso de morfina está associado a proximidade da morte e a solicitação de analgésico pelo paciente relaciona-se a drogadição. Conclui-se assim, que é imprescindível enfatizarmos junto as equipes de enfermagem a necessidade de educação permanente aos trabalhadores de saúde e o manejo adequado da dor por câncer enfocando aspectos da realidade posta.

Correspondência para: Silvana Romagna Marcelino, e-mail: romagna@unisul.br