Goiânia, 07 de novembro de 2005.

HUMANIZAR A VISITA DOMICILIAR DO IDOSO É POSSÍVEL?

Hilma Solange Lopes Souza

Andrea Ribeiro da Costa

Waleska Gomes da Silva

Sandra Helena Isse Polaro

INTRODUÇÃO: O crescimento progressivo da população idosa no Brasil e a perspectiva desta tornar-se, em 2025, a 6a maior do mundo de acordo com as projeções estatísticas da Organização Mundial de Saúde (2000), vem se tornando uma das prioridades de todos os setores ligados à saúde, bem como das autoridades governamentais com enfoque da humanização. Fester (1999, p. 32) refere que é o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. OBJETIVO: Conhecer a concepção do idoso sobre o atendimento humanizado na visita domiciliar no Programa Saúde da Família (PSF). METODOLOGIA: A pesquisa é do tipo descritiva com uma abordagem qualitativa. Participaram do estudo 10 idosos que freqüentavam ativamente as atividades desenvolvidas no Programa de Atenção ao Idoso vinculado ao PSF. Os dados foram coletados entre os meses de novembro e dezembro de 2002. A técnica utilizada foi a entrevista. Os resultados foram analisados e agrupadas em categorias. O estudo foi realizado na Agrovila de Areial a 25 Km do município de Terra Alta, no Estado do Pará. RESULTADOS: Verificou-se a partir de depoimentos colhidos, que os 100% dos usuários, participantes ativos do programa Saúde da família, sendo 70% mulheres e 30% homens sentiam a necessidade do atendimento especial envolvendo as dificuldades sentidas em relação a estímulo sensorial (80%), a necessidade de ressocialização e de amor com 85% foram as mais evidenciadas pelos entrevistados, refletindo assim as expectativas dos mesmos quanto a receberem um atendimento que considere seus sentimentos; individualidade e necessidades peculiares a esta fase de suas vidas. CONCLUSÃO: A humanização na visita domiciliar, realizada pelo enfermeiro, pode ser uma realidade absorvida pelos profissionais. Suscitando que o idoso, o tenha como ser humano disposto, não somente como aliado nos seus cuidados à saúde, como também alguém acessível e compreendedor de suas necessidades além do fisiológico.

Correspondência para: Hilma Solange Lopes Souza, e-mail: zero-souza@superig.com.br