Goiânia, 07 de novembro de 2005.

ATIVIDADE DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE COM UMA POPULAÇÃO CARENTE DE GOIÂNIA

Marcos André de Matos

Hellem Aguiar Ramos

Gracielle Pires da Silva

Patrícia Arcanjo Lopes

Ana Karolina Carvalho de Oliveira

Márcia Alves Dias

Sheila Araújo Teles

INTRODUÇÂO: Dentre as estratégias para a promoção da saúde, a educação em saúde constitui-se como instrumento indispensável para estimular as pessoas a adotarem estilos de vida mais saudáveis, fortalecer ações comunitárias, reorientar serviços de atenção primária, cujo foco é a promoção da saúde e prevenção de doenças. Em programas educativos realizados pelo enfermeiro é fundamental a abordagem de educação em saúde, sobretudo se o público alvo da atividade é composta de indivíduos de baixa renda. OBJETIVO: Relatar a vivência de um trabalho de educação em saúde junto à população carente da periferia da grande Goiânia-Goiás. RESULTADOS: Em Julho de 2005, foi realizada uma atividade de educação em saúde em uma praça central de uma região de baixa renda da periferia de Goiânia. Aproximadamente 1. 000 indivíduos participaram da atividade, que foi realizada nos períodos matutino e vespertino. Foram abordados comportamentos de risco para doenças de alta morbimortalidade, como: hipertensão arterial, diabetes mellitus, obesidade e DSTs/AIDS. Foram oferecidos à comunidade aferição de glicemia (HGT), pressão arterial (PA), cálculo de IMC e orientação para promoção da percepção dos comportamentos e fatores de risco para a aquisição de doenças, bem como incentivar estilos de vida seguros. Alguns indivíduos apresentaram alterações de PA, glicemia e peso, sendo encaminhados para a Unidade Básica de Saúde mais próxima, após orientações. A maioria dos indivíduos participou de forma ativa da discussão, inclusive relatando suas dificuldades em manter estilos de vida saudáveis. CONCLUSÃO: Acredita-se que as atividades educativas ao mesmo tempo que se configuram como oportunidade de socialização do conhecimento, abre espaço para o planejamento coletivo de intervenções e para o estímulo a mudança de comportamentos. Espera-se que esta experiência contribua para que outros profissionais se sintam motivados a elaborar e implementar programas de educação em saúde para populações menos favorecidas economicamente. 1- Acadêmicos de Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Goiás-Faculdade de Enfermagem. 2- Enfermeira Graduada pela Faculdade de Enfermagem - UFG. Doutoranda em Medicina Tropical Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás. 3- Enfermeira. Professora Doutora da Faculdade de Enfermagem - UFG. Pesquisadora do Núcleo de Ações interdisciplinares (NUCLAIDS).

Correspondência para: Marcos André de Matos, e-mail: marcosdeminas@yahoo.com.br