Goiânia, 07 de novembro de 2005.

O RISO COMO ESTRATÉGIA TERAPÊUTICA NO CUIDAR EM ENFERMAGEM

Luiza Helena Andrade de Paula

A hospitalização pode causar modificação no comportamento, pois o hospital é um local desconhecido, com pessoas desconhecidas que acrescida dos aparelhos tornam o ambiente frio e hostil. Esta pesquisa foi realizada no intuito de estudar a importância do riso na relação do cuidar entre a equipe de enfermagem e a criança hospitalizada. Se mostra relevante na medida que torna possível a reflexão dos profissionais de enfermagem que trabalham na unidade de pediatria, sobre sua relação com a criança, favorecendo o redirecionamento de suas ações, visando a minimização do estresse da criança hospitalizada, tornando assim, a assistência mais humanizada. Os objetivos foram: identificar como a equipe de enfermagem percebe a expressão do riso na sua relação com a criança; listar as alterações comportamentais na criança quando assistida por essa mesma equipe quando esta se aproxima sorrindo, assim como citar as alterações da criança quando isso não acontece e; discutir a importância do riso como estratégia terapêutica na relação equipe de enfermagem- criança hospitalizada. Para isso, foi realizada uma pesquisa qualitativa descritiva. Os dados obtidos a partir da entrevista semi-estruturada, realizada com a equipe dde enfermagem dos diferentes plantões diurnos e um diário de campo-dados colhidos a partir da observação participante na enfermaria pediátrica do Hospital Universitário localizado na cidade de Niterói, por duas vezes na semana totalizando 10 semanas. Os dados do estudo foram separados em duas categorias: o riso como veículo de comunicação e a dificuldade de rir do profissional. Posteriormente foram submetidos à análise dos conteúdos. Os resultados do estudo demonstraram que a maioria dos profissionais consideram o riso fundamental para se estabelecer uma relação mais efetiva, tornando a assistência à criança mais humanizada. A minora relatou que riso deve partir da criança, como forma de retribuição aos cuidados prestados. Através da observação percebeu-se ainda que quando o profissional de enfermagem se aproima sorrindo, brincando, os procedimentos a serem realizados são bem aceitos, ao contrário de quando a aproximação se dá com seriedade, a criança o rejeita, chora, solicita a presença da mãe ou responsável acompanhante, dificultando as técnicas a serem executadas. Com isso, pode-se afirmar que a equipe de enfermagem tem no riso uma de suas estratégias de cuidado, o que facilita sua interação com a criança, beneficiando assim a recuperação.

Correspondência para: Luiza Helena Andrade de Paula, e-mail: luizahdepaula@bol.com.br