EDUCAÇÃO EM SAÚDE COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE RUA
Normalene Sena de Oliveira
Marcelo Medeiros
INTRODUÇÃO:Falar de educação em saúde no contexto da criança e adolescente em situação de rua exige de nos um confronto com a realidade de marginalização e exclusão social em que vive esta população. Ao mesmo tempo nos ajuda, enquanto profissionais de saúde, a tomarmos consciência do compromisso e responsabilidade com a qualidade de vida, como também percebermos as interfaces no processo de inclusão e reconstrução da própria história. OBJETIVO: Identificar as interfaces de educação em saúde junto a um grupo de crianças e adolescentes em situação de rua no município de Goiânia. METODOLOGIA: Relato de experiência de práticas educativas no acompanhamento sistematizado com meninos e meninas em situação de rua na cidade de Goiânia. Os dados foram obtidos através de acompanhamento sistematizado por uma equipe multidisciplinar de educadores sociais de rua de uma ONG, coordenados por uma enfermeira com atividades educativas na promoção de educação em saúde através da ludicidade. RESULTADOS: No período em que as atividades eram desenvolvidas por cada grupo ou pessoa percebiamos uma interação e atenção profunda no que realizavam, atitude esta identificada através do abandono da substância química que utilizavam antes de dar inicio as atividades sem solicitação dos educadores, esta era abandonada livremente para a realização do trabalho. Constatamos que ao trabalharmos o lúdico com crianças e adolescentes em situação de rua estávamos proporcionando ao grupo a capacidade de criar e recriar a partir de suas experiências, é o resgate da própria identidade expressa na criatividade de cada trabalho realizado, é o sentimento de sentir-se aceito, valorizado e estimulado a buscarem novas perspectivas de vida. Ao criarmos vínculo afetivo e efetivo com o grupo rompemos o estigma da desconfiança, medo e indiferença, fomentando o desejo de novas perspectivas para a conquista da saúde integral através de uma pedagogia do encontro em que proporciona autonomia e determinação em busca de novas alternativas de vida e reconstrução da própria história. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Embora vivendo em situação de rua sem vínculo familiar e condições de saúde desfavorável, caracterizado pela aparência e uso de substâncias tóxicas, o grupo apresentou alguns sinais de saúde como: iniciativa, criatividade, desejo de aprender, percepção da realidade pessoal, etc.
Correspondência para: Normalene Sena de Oliveira, e-mail: normalene@bol.com.br
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