O CUIDADO AO CLIENTE TERMINAL:TRANSCENDÊNCIA DO “REAL E CONCRETO”
Sarah Goes Barreto da Silva
Alessandra Carvalhosa de Medeiros
Daniel Aragão Machado
Bárbara Ferreira Mariano Praça
Ticiane de Oliveira
Rafaela Lopes da Silva
Nébia Maria Almeida de Figueiredo
Ronilson Gonçalves Rocha
INTRODUÇÃO: Trata-se de um estudo que visa ouvir as/os enfermeiras/os sobre o que pensam e sentem, e como enfrentam a morte quando cuidam de clientes em fase terminal. Diante destas colocações cabe questionar se os profissionais de enfermagem sabem como enfrentar a morte, principalmente quando lidam com clientes em fase terminal. Desta forma, temos como objeto de estudo o enfrentamento da morte por parte dos enfermeiros que cuidam de clientes em fase terminal. OBJETIVOS: Identificar como as/os enfermeiras/os enfrentam a morte ao cuidarem do cliente em fase terminal; e Discutir as implicações destes enfrentamentos para o saber e o fazer em enfermagem. Relevância: Torna-se relevante porque é fundamental refletir sobre como os profissionais de saúde enfrentam a finitude do outro e de si mesmo, uma vez que passamos pela nossa graduação sem discutirmos sobre as questões da morte, nos formamos e acabamos nos deparando com setores de alta complexidade, onde a possibilidade de morrer passa a fazer parte do nosso dia-a-dia com mais intensidade e continuamos sem discuti-la. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, uma vez que trabalhamos com dados subjetivos e não-mensuráveis. O cenário foi uma unidade intensiva destinada à clientela na fase adulta do ciclo vital de um hospital universitário situado no município do Rio de Janeiro. Os sujeitos foram enfermeiros plantonistas diurnos que prestam cuidado ao cliente em fase terminal. Os depoimentos foram gravados em fita magnética para posterior transcrição e análise dos discursos fornecidos pelos sujeitos. RESULTADOS: Temos como resultado deste estudo à identificação do profissionalismo e a fé, como principais mecanismos de enfrentamento da morte. Esses dois fatores ajudam estes seres do cuidado a se expressarem como seres que pensam, sentem, agem e reagem com uma gama variada de outros seres que trazem suas experiências e vivências, e que neste momento tão místico se encontram a procura de quem os entenda; de quem os conforte. CONCLUSÃO: O cuidado ao cliente em fase terminal se expressa em sua forma real; concreta, mas ao mesmo tempo abstrato. Este cuidado se apresenta no âmbito objetivo, mas também subjetivo. Os mecanismos apenas minimizam os efeitos negativos deste processo, mas não impedem ou dificultam as/os enfermeiras/os de atuarem de forma sensível, objetiva e subjetiva realizando o que mais entendem: CUIDAR.
Correspondência para: Sarah Goes Barreto da Silva, e-mail: sarinha21rj@yahoo.com.br
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